Mario Sabino

Vorcaro vai entregar mesmo os ministros do STF?

A segunda delação de Vorcaro seria mais completa do que a primeira, segundo transpira da PF. Mas o quão completa é essa delação?

atualizado

metropoles.com

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Daniel Vorcaro sem barba, já preso -- Metrópoles
1 de 1 Daniel Vorcaro sem barba, já preso -- Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

Daniel Vorcaro resistia a entregar os nomes graúdos que corrompeu, mas apresentou ontem uma segunda proposta de delação que seria mais completa do que a primeira, segundo transpira da Polícia Federal.

Mas o quão completa é essa delação?

Ao que consta até o momento, o suposto banqueiro incluiu um ministro do STF. Só um? É preciso que sejam dois. Os dois.

Se entregou só um, a delação deveria ser recusada, sempre na suposição de que não haverá acordão, e nada indica que o ministro André Mendonça tenha perdido a disposição de ir até as últimas consequências.

Em todo caso, não basta Vorcaro citar, é preciso fornecer prova, apontar o dedo, não blindar com a historieta de que pagou por competência profissional de interpostas pessoas ou por ótimas oportunidades de negócios. Ele pagou por proteção jurídico-política.

Ministros do STF não podem ser processados sem autorização do plenário do tribunal. Uma delação que envolva um deles, portanto, não pode ter fragilidade nenhuma, tem de ser robusta o suficiente para obrigar a maioria dos seus colegas de corte a fazer o certo e não dar margem a que os suspeitos de sempre melem tudo.

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