
Manoela AlcântaraColunas

Suspeição de Toffoli vale para todas as ações do caso Master no STF
Ministro alegou “questões de foro íntimo” para não atuar em processos ligados ao Banco Master
atualizado
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para julgar todas as ações que envolvam o caso Master. Isso inclui o referendo, na Segunda Turma, sobre a prisão de Daniel Vorcaro.
À coluna, Toffoli afirmou que a decisão de se declarar suspeito por “questões de foro íntimo” é abrangente e vale para os casos atuais e futuros.
Toffoli deixou a relatoria do inquérito do caso Master no mês passado. Posteriormente, o processo foi remetido ao ministro André Mendonça, que também integra a Segunda Turma.
Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (4/3). De acordo com os investigadores, a operação tem como objetivo apurar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
O banqueiro, dono do Banco Master, está na Penitenciária Federal de Brasília por decisão de Mendonça.
Suspeição
Mais cedo, nesta quarta-feira, antes de se declarar suspeito para analisar o referendo da prisão de Vorcaro, Toffoli também se declarou suspeito para relatar um mandado de segurança que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB), na Câmara dos Deputados.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, escreveu na decisão.
Após a indicação de que não poderia relatar o caso, o sistema do STF realizou nova distribuição, e o processo foi encaminhado ao ministro Cristiano Zanin.








