
Manoela AlcântaraColunas

Toffoli se declara suspeito para julgar prisão de Vorcaro
Referendo da prisão do dono do Banco Master será analisado pela Segunda Turma. Toffoli se declara suspeito de julgar
atualizado
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, em despacho na noite desta quarta-feira (11/3), que se declara suspeito para julgar o referendo da prisão do dono do Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro.
A manifestação ocorre em meio à análise da decisão do ministro André Mendonça, que será feita em sessão virtual da Segunda Turma a partir de sexta-feira (13/3), da qual Toffoli faz parte.
“Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa”, escreveu Toffoli no documento.
Além de Toffoli e Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e o presidente do colegiado, Gilmar Mendes.
Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (4/3). De acordo com os investigadores, a operação tem como objetivo apurar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
O banqueiro, dono do Banco Master, está na Penitenciária Federal de Brasília por decisão de Mendonça.
Suspeição
Mais cedo, nesta quarta-feira, Toffoli também se declarou suspeito para relatar um mandado de segurança que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB), na Câmara dos Deputados.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, escreveu na decisão.
Após a indicação de que não poderia relatar o caso, o sistema do STF realizou nova distribuição, e o processo foi encaminhado ao ministro Cristiano Zanin.








