Manoela Alcântara

STJ nega pedido de liberdade provisória a Deolane Bezerra

Influenciadora está presa desde 21 de maio em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC

atualizado

metropoles.com

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Deolane Bezerra é suspeita de lavar dinheiro para o PCC
1 de 1 Deolane Bezerra é suspeita de lavar dinheiro para o PCC - Foto: Reprodução/redes sociais.

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido da defesa da influenciadora Deolane Bezerra e manteve prisão preventiva, com recomendação de celeridade na resolução do caso nos tribunais de primeira instância. Os ministros entenderam que não cabe agravo em habeas corpus.

Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além da influenciadora, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e familiares dele foram alvo de diligências no âmbito da investigação.

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Investigações

Segundo a investigação, Deolane exercia papel relevante, ao conferir uma camada de aparente legalidade a recursos ilícitos atribuídos ao PCC.

A projeção pública da influenciadora, as suas atividades empresariais formais e a movimentação de seu patrimônio teriam sido utilizadas para ocultar e dissimular a origem criminosa dos valores, dificultando a identificação de vínculos com a facção.

De acordo com os investigadores, Deolane mantinha vínculos pessoais e negociais com um dos supostos “gestores-fantasmas” de uma transportadora de Presidente Venceslau (SP), empresa apontada em operação anterior como braço financeiro do PCC.

As autoridades também destacaram que a influenciadora passou a ocupar posição central nas apurações em razão de movimentações financeiras consideradas expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de ligação com integrantes da cúpula da organização criminosa.

Após pedido da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público paulista, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos — incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e de quatro imóveis vinculados aos investigados. Também foram decretadas seis prisões preventivas.

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