Manoela Alcântara

PGR concordou com operação que tem Cláudio Castro como um dos alvos

Operação Sem Refino cumpre 17 mandados de busca e apreensão. Cláudio Castro e o dono do Grupo Refit, Ricardo Magro, são alvos

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Procuradoria-Geral da República Paulo Gonet
1 de 1 Procuradoria-Geral da República Paulo Gonet - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da operação da Polícia Federal que apura a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. A Operação Sem Refino foi deflagrada nesta sexta-feira (15/5).

Ao todo, são 17 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, está o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A autorização é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a aval do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Já o empresário e dono do Grupo Refit, Ricardo Magro, é alvo de mandado de prisão preventiva. Magro mora em Miami (EUA). Por conta disso, a PF incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.

As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.

Os 17 mandados de busca e apreensão e as sete medidas de afastamento de função pública ocorrem nas seguintes unidades da Federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

R$ 52 bilhões bloqueados

De acordo com informações preliminares, a operação também investiga o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad.

A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

As buscas e medidas ocorrem em meio a apurações conduzidas pela PF no âmbito da ADPF nº 635/RJ, a chamada ADPF das Favelas. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.

O Metrópoles procurou a defesa do ex-gvernado Cláudio Castro, mas ainda não obteve retorno. O espaço permanece aberto.

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