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Manoela Alcântara

Moraes manda Polícia Penal enviar imagens da cela de Filipe Martins

Ministro deu prazo de 48 horas após divulgação de imagens da cela do ex-assessor de Bolsonaro na imprensa

, 12/03/2026 15:22, atualizado 12/03/2026 15:38
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, acusados de cuidar do gerenciamento das ações da organização criminosa que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Penal do Paraná encaminhe à Corte imagens da cela do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Filipe Martins.

A decisão foi proferida nessa quarta-feira (11/3) e dá prazo de 48 horas para que a corporação encaminhe ao Supremo as imagens da cela de Filipe Martins na cadeia de Ponta Grossa.

A medida ocorre após a divulgação de fotos da cela por veículos de comunicação que, segundo Moraes, não estavam nos autos do processo. As imagens mostram que no local há TV, ventilador e banheiro individual.

“Considerando que as referidas imagens veiculadas pela mídia não foram acostadas aos autos, oficie-se à Polícia Penal do Paraná para que, no prazo de 48h (quarenta e oito horas), encaminhe a este Supremo Tribunal Federal as imagens divulgadas relativas à cela onde o réu Filipe Garcia Martins Pereira encontra-se custodiado”, determinou Moraes.

Filipe Martins retornou à cadeia de Ponta Grossa após decisão de Moraes. O ex-assessor estava no Complexo Médico Penal do Paraná, em Pinhais, desde 6 de janeiro.

A transferência havia sido organizada pela Polícia Penal do estado sob o argumento de que, por ter exercido função pública, ele demandaria custódia em unidade com maior nível de segurança e controle. A medida, no entanto, não foi previamente comunicada a Moraes — que só soube da transferência quase dois meses depois.

O ex-assessor teve prisão preventiva decretada em 2 de janeiro. Ele foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na trama golpista, mas a ação penal ainda não transitou em julgado.