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Manoela Alcântara

Moraes determina depoimento de Bolsonaro em caso de arma apreendida

Ex-presidente deverá prestar depoimento em 23 de junho, na própria residência, sobre pistola apreendida com agente do GSI

19/06/2026 18:06, atualizado 19/06/2026 18:28
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Hugo Barreto/Metrópoles
Bolsonaro em prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja ouvido no inquérito que apura a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e encontrada com um agente do GSI durante uma blitz no Distrito Federal.

Moraes autorizou que o depoimento ocorra de forma presencial, no dia 23 de junho, às 15h, na residência de Bolsonaro, em Brasília. A decisão foi assinada pelo ministro na tarde desta sexta-feira (19/6).

A condução da investigação está a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que pediu a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro.

“A oitiva, entretanto, deverá ser realizada presencialmente, no dia 23 de junho de 2026 (terça feira), às 15h e no endereço onde o depoente cumpre prisão domiciliar humanitária, uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”, escreveu Moraes.

Além de autorizar o depoimento, Moraes cobrou da defesa do ex-presidente informações sobre a eventual contratação de profissional da área da saúde para acompanhar Bolsonaro durante o período noturno.

O ministro também pediu esclarecimentos sobre se os agentes de segurança do ex-presidente são dispensados diariamente à noite.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em razão da condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Inquérito

A arma foi apreendida na última segunda-feira (15/6) por policiais militares, no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava em posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao GSI.

Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Segundo o agente, a arma foi entregue a ele na própria segunda-feira para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento na terça-feira (16/6).

Diante do caso, a PCDF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.

Em manifestação apresentada ao STF, Bolsonaro afirmou que entregou a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.

Segundo a defesa, a pistola estava sem condições de uso porque integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente.