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Manoela Alcântara

PCDF abre inquérito para apurar arma apreendida em nome de Bolsonaro

Arma registrada em nome do ex-presidente foi apreendida durante uma abordagem da PMDF com um integrante do GSI

17/06/2026 15:08, atualizado 17/06/2026 15:50
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Breno Esaki/Metrópoles
Bolsonaro Foto colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília - Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que instaurou um inquérito para apurar por que uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

A investigação ficará a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte).

A informação foi encaminhada pela corporação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução penal do ex-presidente.

Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Segundo o agente, a arma foi entregue a ele na própria segunda-feira para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento na terça-feira (16/6).

Defesa responde

Em manifestação apresentada após Moraes conceder prazo de 24 horas para esclarecimentos, a defesa de Bolsonaro confirmou que a arma pertence ao ex-presidente e afirmou que ela foi entregue ao agente apenas para identificar uma falha mecânica.

Os advogados também anexaram ao processo o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), expedido pelo Exército em 2019, para demonstrar a regularidade do armamento.

A defesa sustenta que Bolsonaro percebeu um problema no funcionamento da arma e, sem saber que a peça havia sido removida, entregou o armamento ao agente para verificar o defeito e providenciar eventual manutenção.

“A remoção do percursor acaba por inviabilizar justamente o ‘engatilhamento’ da arma, o que por consequência deixa o gatilho ‘solto’, ‘frouxo’, sem rigidez ou tensão notadamente perceptível em comparação com a operação ou engatilhamento normal da arma quando com o percussor presente”, escreveu a defesa.