
Manoela AlcântaraColunas

INSS: PF e PGR atuam juntas após impasse na delação de Camisotti
Procuradoria passou a acompanhar diretamente negociações de colaboração após inconsistências identificadas na delação de Camisotti
atualizado
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Após impasses envolvendo a delação premiada do empresário Maurício Camisotti, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) passaram a atuar em conjunto na análise de anexos apresentados por investigados no inquérito da Farra do INSS.
A medida foi adotada porque o acordo firmado inicialmente entre a PF e Camisotti não teria validade jurídica e, por isso, precisaria ser refeito antes de eventual homologação pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A farra no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi revelada pelo Metrópoles.
Camisotti confessou inicialmente a existência de fraudes em depoimentos colhidos pela PF, que formalizou o acordo. A PGR, no entanto, identificou inconsistências no material e, com a concordância da PF, as negociações foram retomadas.
Com a medida, a coluna apurou que a PGR passou a participar diretamente da análise de outras propostas de colaboração para evitar nulidades e situações semelhantes.
Outras propostas
Investigadores e integrantes do Ministério Público avaliam, em conjunto, outras duas propostas: a do ex-procurador-geral do INSS Virgilio de Oliveira Filho e a do ex-diretor de benefícios da autarquia André Fidelis. A coluna apurou que ambos já apresentaram anexos para os acordos, confessando também a prática de crimes.
Master
A situação se assemelha ao inquérito envolvendo o Banco Master, no qual PF e PGR também atuam conjuntamente na análise das propostas apresentadas.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, entregou a proposta de colaboração à PF e à PGR, que agora analisam o material.
