Manoela Alcântara

Carbono Oculto: após nova fase, MP pede mais 90 dias de investigação

Investigação apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis e na Faria Lima

atualizado

metropoles.com

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Arte/Metrópoles
Por que postos de combustíveis viraram alvo estratégico do PCC
1 de 1 Por que postos de combustíveis viraram alvo estratégico do PCC - Foto: Arte/Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) quer mais 90 dias para dar andamento às investigações da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva contra o crime organizado da história do país.

O pedido foi apresentado em parecer sigiloso por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O esquema bilionário de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e na Faria Lima é investigado em um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) desde 2024.

Integrantes do MP afirmaram à coluna, sob reserva, que a complexidade da investigação e pendências periciais impedem a conclusão das apurações neste momento. Entre os fatores apontados está a nova fase da Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28/5) em parceria com órgãos federais e instituições paulistas.

O objetivo da operação mais recente foi asfixiar financeiramente o esquema, especialmente ao atingir seis fintechs que movimentaram R$ 46 bilhões em quatro anos, conforme mostrou o Metrópoles.

De acordo com os investigadores, as seis empresas compunham um robusto núcleo financeiro e eram utilizadas para realizar compensações internas entre distribuidoras e postos de combustíveis.

Segundo a apuração, também havia participação de empresas e fundos de investimento administrados pela organização criminosa, além da realização de pagamentos a colaboradores e de despesas e investimentos pessoais dos principais operadores do esquema.

Investigação

Segundo a Receita Federal, as operações passaram a despertar suspeitas a partir de pagamentos realizados em espécie, procedimento considerado incompatível com a atividade típica de uma instituição de pagamento.

As fintechs mantinham contas abertas em outras instituições bancárias, o que criava uma camada adicional de ocultação das movimentações financeiras.

A estimativa é que, entre 2022 e 2024, apenas uma das instituições investigadas tenha recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie.

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