Veja lista das fintechs alvo de nova fase da Operação Carbono Oculto

Autoridades deflagraram operação nesta quinta (28/5) contra 6 fintechs suspeitas de envolvimento em esquema do PCC no setor de combustíveis

atualizado

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Imagem colorida mostra viatura antes de operação. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra viatura antes de operação. Metrópoles - Foto: Divulgação/Receita Federal

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28/5), operação contra instituições de pagamento e de investimentos envolvidas em esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto.

São cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio da Receita Federal, da Agência Nacional de Petróleo e da Secretaria da Fazenda de São Paulo. A Procuradoria-Geral do estado e as polícias Militar e Civil também participam da operação, denominada Fluxo Oculto.


Quem são os alvos da operação

  • Ceopag Instituição de Pagamento, Ceopar, Fundopay S.A. e XBR Participações
  • America Payment S.A
  • Sispay Instituição de Pagamento, Vpay Instituição de Pagamento e May Servex Negócios Imobiliários
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento e Smart Safe Locação e Processamento de Dados
  • YAW Instituição de Pagamento S.A
  • Ello Gestora de Recursos Ltda

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Autoridades cumprem 55 mandados de busca e apreensão durante nova fase da Carbono Oculto
Dinheiro apreendido em nova fase da operação carbono oculto
Dólares apreendidos em operação contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
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Dólares apreendidos em operação contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

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Autoridades cumprem 55 mandados de busca e apreensão durante nova fase da Carbono Oculto
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Autoridades cumprem 55 mandados de busca e apreensão durante nova fase da Carbono Oculto

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Dinheiro apreendido em nova fase da operação carbono oculto
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Dinheiro apreendido em nova fase da operação carbono oculto

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Deflagrada em agosto do ano passado, a Operação Carbono Oculto revelou o avanço do crime organizado no ecossistema do mercado de combustíveis, instituições de pagamentos e de investimento.

O objetivo da nova operação é avançar no desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro e na adulteração de combustível com uso de nafta (solvente).

Segundo o MPSP, as seis fintechs atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Elas compunham um “poderoso núcleo financeiro”, sendo utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, compensações financeiras entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores.

Em outra frente, o MPSP denunciou núcleo envolvido com o desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustível. Apuração conjunta com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) revelou estrutura de falsidades, com simulada venda de solventes para empresas-fantasma.

Uso de laranjas

A denúncia descreve estrutura criada para a abertura serial de empresas nos mais diversos estados do país. Os denunciados utilizavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiriam solventes, na prática desviados para a Grande São Paulo.

Neste núcleo, estariam sendo utilizados os mesmos mecanismos de ocultação patrimonial. Além das instituições de pagamento, a movimentação financeira envolvia fundos de investimento, utilizados de forma fraudulenta para dissimulação dos reais beneficiários dos negócios da organização.

Os recursos financeiros obtidos com o esquema eram então remetidos a fundos de investimentos para ocultar os reais beneficiários da fraude. Foram identificados quatro fundos que participavam do esquema e são alvo da operação, juntamente com duas administradoras de recursos e duas gestoras.

Os quatro fundos investigados no esquema de desvio de nafta possuem, atualmente, patrimônio estimado em aproximadamente R$ 205 milhões. Em pouco mais de um ano, houve incremento patrimonial superior a 200% nesse montante.

Com esta fase da operação, as instituições dão mais um passo aprofundado na atuação integrada e na compreensão do ecossistema criminoso que alimenta as organizações criminosas, especialmente nos mecanismos de lavagem de capitais, que garantem o poderio econômico que as mantém em atividade e fomentam o seu crescimento.

O Metrópoles entrou em contato com as empresas citadas e aguarda retorno. O espaço está aberto para atualizações.

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