Manoela Alcântara

Adilsinho pede à PF retirada de ex-esposa e filha de lista da Interpol

Bicheiro apontado como maior produtor de cigarros falsificados no Rio de Janeiro pede retirada da família de lista da Interpol

atualizado

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Adilsinho e seu “Braço de Guerra”
1 de 1 Adilsinho e seu “Braço de Guerra” - Foto: Arte/Metrópoles

O bicheiro Adilsinho, preso pela Polícia Federal (PF) em fevereiro e apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no Rio de Janeiro, pediu que a PF retire o nome da ex-esposa e da filha da difusão azul da Interpol.

Considerado um dos bicheiros mais procurados do Rio nas últimas duas décadas, Adilsinho foi preso pela PF em Cabo Frio, em uma operação que contou também com o apoio da Polícia Civil do Rio e do Ministério Público Federal (MPF).

Investigadores consultados pela coluna afirmam que receberam a comunicação do bicheiro nessa segunda-feira (27/4).

A inclusão das duas na lista azul da Interpol ocorreu como parte da tentativa da polícia de localizar o bicheiro. A medida é frequentemente usada para mapear pessoas próximas, identificar contatos e vínculos e levantar informações sobre o paradeiro.

Conforme apurou a coluna, a manutenção dos nomes não deve ocorrer, e um pedido de revisão deve ser apresentado à Interpol.

Enquanto isso, Adilsinho está preso no presídio federal de segurança máxima, em Brasília. O bicheiro é patrono da escola de samba Salgueiro, quarta colocada no Carnaval do Rio deste ano.

A coluna não conseguiu localizar a defesa do bicheiro.

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Adilsinho é apontado como chefe da máfia dos cigarros ilegais
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Adilsinho é apontado como chefe da máfia dos cigarros ilegais

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Operação

Adilsinho estava foragido em razão de mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal. Ele também é apontado como mandante de homicídios e era procurado pela Justiça Estadual há quase duas décadas.

A operação que resultou na prisão do bicheiro contou com policiais federais e civis, após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (Ficco-RJ).

A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros, com atuação baseada no domínio de regiões e na imposição de violência e medo.

Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

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