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Mirelle Pinheiro

Drone flagra Adilsinho fazendo exercícios antes da prisão em mansão

Do alto, o drone da polícia flagrou o contraventor correndo de um lado para o outro do terreno

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Drone flagra Adilsinho fazendo exercícios antes da prisão em mansão
1 de 1 Drone flagra Adilsinho fazendo exercícios antes da prisão em mansão - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Na manhã desta quinta-feira (26/2), imagens aéreas confirmaram que Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, estava escondido em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Minutos depois, equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ), formada por policiais federais e civis, cercaram o imóvel e efetuaram a prisão.

Do alto, o drone da polícia flagrou o contraventor correndo de um lado para o outro do terreno, contornando a piscina, fazendo exercícios físicos ao ar livre.

Ao lado dele estava o policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, apontado como seu segurança, que também acabou preso. Quando os agentes avançaram pelo jardim, Adilsinho se rendeu sem resistência. A captura ocorreu por volta das 9h30.

Na véspera, a polícia havia pedido mandado de busca para o endereço, mas o pedido foi negado. O monitoramento aéreo mudou o cenário. Com a confirmação da presença do foragido no imóvel, a prisão pôde ser executada.

O superintendente da Polícia Federal no Rio, Fábio Galvão, classificou Adilsinho como “o contraventor mais sanguinário do jogo do bicho no estado”.

Segundo ele, o grupo comandado pelo bicheiro já havia sido alvo de ações que fecharam três fábricas clandestinas de cigarro. Em uma delas, mais de 20 paraguaios foram encontrados trabalhando em condições análogas à escravidão. “Essa prisão é um presente para a sociedade fluminense”, afirmou.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, reforçou o histórico violento atribuído ao investigado.

“Esse marginal é responsável por dezenas de homicídios. Rivais, desafetos, integrantes da máfia do cigarro e até policiais”, declarou. Adilsinho tem mandados por homicídio e é investigado em mais de 20 mortes, entre elas a execução de um advogado em plena luz do dia, em fevereiro de 2024, e o assassinato do policial penal Bruno.

Contra ele havia pelo menos quatro mandados de prisão em aberto, um na Justiça Federal, por chefiar a máfia dos cigarros, e outros na Justiça estadual, como mandante de execuções ligadas à disputa pelo controle da contravenção.

Histórico

A trajetória no crime começou nos anos 2000, quando passou a desenvolver softwares para máquinas de videobingo adulteradas, as chamadas “draculinhas”, que manipulavam resultados para aumentar lucros.

Operações como a Furacão (2008) e a Dedo de Deus (2011) já apontavam seu nome no núcleo financeiro do jogo ilegal. Em uma dessas ações, mais de R$ 4 milhões foram encontrados escondidos em paredes falsas e até no sistema de esgoto de sua casa.

Nos últimos anos, segundo a Polícia Federal, ele expandiu os negócios e passou a comandar um império no mercado ilegal de cigarros, que teria movimentado pelo menos R$ 5 bilhões entre 2015 e 2024. A organização mantinha fábricas clandestinas, impunha monopólio territorial e usava violência para controlar pontos de venda.

 

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