
Lucas PasinColunas

Preso, Adilsinho já viralizou por festão com famosos na pandemia
Adilsinho, preso em operação, reuniu 500 convidados e teve shows de Gusttavo Lima e Ludmilla em comemoração no Copacabana Palace, em 2021
atualizado
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Preso nesta quinta-feira (26/2) durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, voltou ao centro das atenções.
Mas, o nome dele já tinha ganhado repercussão em 2021, quando promoveu uma festa de aniversário no Copacabana Palace, em plena pandemia de Covid-19, episódio que gerou críticas nas redes sociais.
Adilsinho comemorou seus 51 anos com um festão que reuniu cerca de 500 convidados, entre familiares, amigos e artistas. Para animar a noite, o bicheiro contratou os cantores Gusttavo Lima, Ludmilla, Alexandre Pires e Dudu Nobre.
Os convites foram enviados em formato de vídeo, com trilha sonora inspirada na trilogia “O Poderoso Chefão”, que retrata a história da família Corleone. Os convidados vestiram trajes de gala.
Para realizar a festa, Adilsinho reservou todos os salões do Copacabana Palace e teria desembolsado cerca de R$ 4 milhões.
Imagens que circularam nas redes sociais na época mostravam convidados reunidos sem máscaras, dançando e se movimentando pelos espaços do evento.
Bicheiro preso
Adilsinho estava foragido da Justiça Federal e também era procurado pela Justiça Estadual, sendo apontado como mandante de diversos homicídios.
Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, ele é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, atividade criminosa ligada a organizações armadas e com atuação transnacional, marcada pela imposição de violência e domínio territorial.
A trajetória de Adilsinho no submundo do crime começou nos anos 2000, segundo investigações. Ele teria atuado no desenvolvimento de softwares para máquinas de videobingo adulteradas, conhecidas como “draculinhas”.
Operações como a Furacão (2008) e a Dedo de Deus (2011) já apontavam seu nome no núcleo financeiro do jogo ilegal no estado.
Com o tempo, ele ampliou os negócios. De operador de máquinas adulteradas, passou a integrar a nova cúpula do jogo do bicho e expandiu influência no meio do Carnaval, sendo apontado como patrono da escola de samba Salgueiro.








