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Ex-sócio acusa Alvaro Garnero: “Sociopata louco por dinheiro fácil”

O empresário está sendo acusado de estelionato pela ex-namorada, Cris Arcangeli, em processo que envolve investimento em criptoativos

atualizado 23/01/2022 14:33

Reprodução: Elite Magazine

No sábado (22/1), a coluna LeoDias revelou detalhes do processo em que Cris Arcangeli acusa o ex-namorado, Alvaro Garnero, de estelionato. Na ação, a empresária afirma que, em 2017, foi convencida por Garnero a fazer um aporte de 300 mil dólares em uma empresa, para que a firma realizasse o investimento em ativos digitais.

Cris, que deveria ter um retorno estimado em quase R$ 30 milhões, jamais viu o dinheiro. Não bastassem os detalhes do prejuízo milionário da empresária, o processo também traz um depoimento bombástico do ex-sócio de Garnero, Kako Perroy, que descreve o ex-parceiro como “um sociopata ganancioso e louco por dinheiro fácil”. 

Olivier Jean Marc Marie Henry Perroy, conhecido como Kako Perroy, foi sócio de Garnero na empresa Star Eventos, responsável por festas de Réveillon em Jericoacoara (CE). No depoimento, ao qual a coluna teve acesso, ele afirma que o empresário teria se tornado uma ponte para que Hélio Caxias Ribeiro Filho e Thalia Alves Andrade Ribeiro, sócios das empresas Híbridos e Meu Pé de Bitcoin, efetuassem golpes. O depoimento integra o processo de quase 1.500 páginas movido por Cris Arcangeli contra o ex-namorado.

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“Helio e Thalia tiveram um problema grave com a Híbridos. Eles eram fundadores e operadores. A empresa deu um desfalque de 100% em seus clientes. O objeto da empresa? Investimento e operação em ativos digitais”, relatou Perroy aos investigadores.

Hoje, a Híbridos enfrenta vários processos na Justiça. Nenhum caso foi resolvido. De acordo com os autos, quando a crise de reputação começou a abalar a empresa, com os sócios prestes a serem desmascarados como falsos operadores e piramideiros, Garnero teria se tornado peça-chave e líder no que vem sendo tratado como um “esquema”.

Ainda de acordo com o processo, Garnero teria o papel de atrair a confiança de novos investidores. “Alvaro virou um vendedor dos serviços ilícitos de Hélio e Thalia”, relatou o ex-sócio do empresário.

Em um dos trechos mais fortes do depoimento, Perroy faz duras acusações a Garnero: “Alvaro era o único que sabia da verdade, que aquilo era um esquema ilícito, mas que gerava altos rendimentos. Por ser um sociopata ganancioso e louco por dinheiro fácil, ele surfou nesse esquema! Comprou jato particular pra ele. Fez programas em lugares caríssimos. Mudou a vida pessoal financeira. Passou, de ser uma pessoa que recebia mesada do pai aos 55 anos, para uma com poder aquisitivo próprio. Porém, se tornando um estelionatário criminoso”.

Perroy também afirma que perdeu seu patrimônio e vive sob efeito de remédios e à base de empréstimos. “Hoje me vejo sem saída, sem trabalho, sem meu patrimônio, que juntei com 25 anos de trabalho. Meus pais quebraram quando eu tinha 15 anos. Esse tema, falir, pra mim é extremamente traumático. Mas por algum motivo, Deus quis que eu passasse por isso novamente. Dessa vez no papel principal, e não de coadjuvante. Eu jogo nas mãos de Deus e da Justiça. Eu não tenho mais forças mentais, não consigo parar de pensar no que me fizeram. Não consigo compreender o que leva o ser humano atacar dessa forma, sorrateira como uma cobra, por dinheiro. Você entrega sua vida. Recebi de volta minha quase morte. Estou usando remédios, cheio de processos trabalhistas, pedindo dinheiro emprestado. Humilhado como homem e como humano”, desabafa o ex-sócio de Garnero. 

Ao longo das 1.500 páginas, o processo lista evidências do envolvimento de Garnero com o esquema. Além de fotos ao lado de Helio Caxias Ribeiro Filho, dono da Híbridos e da Meu Pé de Bitcoin, consta entre os anexos uma planilha com um cronograma de pagamentos, onde existe um dia exclusivo para pagar Alvaro e o pai, Mário Garnero.

Em depoimento, vítima descreve como caiu no golpe das criptomoedas

Segundo relato de uma das vítimas do esquema, a empresa Meu Pé de Bitcoin fazia uma reunião com os investidores solicitando um “contrato de integralização” condicionado a um depósito inicial que renderia 10% de juros ao mês. A vítima afirma que os juros nunca foram pagos, o dinheiro não foi estornado e o contrato, que chegaria pelo correio, nunca foi enviado.

“Realizei uma transferência no valor de R$1.500, entretanto, o acordado não foi cumprido. De acordo com o contrato, (…) eu receberia o primeiro pagamento 15 dias após a efetivação do depósito. Contudo, desde a contratação, que foi por telefone, não recebi o contrato de integralização e os aporte mensais. Após eu ter feito cobranças, em dezembro de 2020, a representante da empresa informou que os pagamentos estavam atrasados e quem quisesse fazer um distrato deveria assinar um contrato por eles enviado e registrar em cartório. Realizei as orientações para fazer o desfazimento do suposto contrato, mas até a presente data não fizeram a devolução do meu valor”, conta.

No processo movido por Arcangeli, também há o pedido de abertura de inquérito policial: 

“a) A determinação da abertura de inquérito policial para apurar a existência dos crimes supra, na forma do art. 5o, inc. II, do Código de Processo Penal e encaminhamento ao Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPSP;

b) A promoção de todas as diligências pertinentes, em especial cautelares, considerando a possibilidade de perecimento e destruição de provas, além de não se ter ideia do paradeiro de Helio (e a possibilidade de ida para o exterior).”

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