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Igor Gadelha

Por que a CPMI do INSS acabou em pizza, na avaliação de bolsonaristas

Lideranças bolsonaristas acreditam que a CPMI do INSS teria conclusão diferente, caso o escândalo do Caso Master não tivesse estourado

28/03/2026 05:00, atualizado 28/03/2026 09:55
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Editoria de Arte/Metrópoles
Montagem com as fotos de Daniel Vorcaro e Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS"

Lideranças bolsonaristas avaliam que o principal responsável por dificultar a aprovação do relatório final da CPMI do INSS não foi apenas o governo Lula, mas, sim, o escândalo do Caso Master, que virou alvo da comissão.

A conta é de que o Centrão, grupo de partidos que têm maioria no Congresso, teria outra posição sobre os indiciamentos pedidos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), caso o Master não estivesse envolvido.

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Montagem com as fotos de Daniel Vorcaro e Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS"
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master
Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
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Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR

Reprodução/ YouTube
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Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master

Reprodução/Redes sociais

Até mesmo a prorrogação da CPMI, negada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), poderia ter um desfecho diferente caso as revelações sobre o Master não tivessem surgido, avaliam os bolsonaristas.

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Com o Master na mira da comissão, o Centrão pulou para o lado do governo e ficou contra o relatório de Gaspar. Sem votos necessários para sua aprovação, a CPMI do INSS foi concluída sem um texto final aprovado.

CPMI sem relatório

Na madrugada deste sábado (28/3), a comissão que investigou a Farra do INSS chegou ao fim sem ter seu relatório final aprovado. O texto de Gaspar foi rejeitado em votação na CPMI por 19 votos a 12.

Os governistas, com maioria no colegiado, tentaram emplacar um relatório alternativo, feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), no entanto, não acatou o relatório paralelo, cancelando a possibilidade de nova votação que poderia ocorrer na manhã deste sábado.