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Igor Gadelha

Os bastidores do cancelamento do almoço de Fachin com ministros do STF

A pedido de Fachin, cerimonial do STF avisou ministros que almoço sobre Código de Ética seria “adiado” antes das indiretas de Moraes

05/02/2026 09:09, atualizado 05/02/2026 09:25
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Edson Fachin

O presidente do STF, Edson Fachin, começou a avisar colegas da Corte que tinha cancelado o almoço em que discutiria um Código de Ética para o tribunal antes da sessão plenária em que o ministro Alexandre de Moraes mandou recados sobre o tema.

Sob reserva, ministros do Supremo relataram à coluna que o cerimonial da Corte avisou aos gabinetes, ainda na manhã da quarta-feira (4/3), que o almoço havia sido “adiado”. Os recados de Moraes contra o Código de Ética foram dados na sessão à tarde.

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Presidente do STF, Edson Fachin
Presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro Alexandre de Moraes
Presidente do STF, Edson Fachin
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Presidente do STF, Edson Fachin

VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente do STF, Edson Fachin
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Presidente do STF, Edson Fachin

Antonio Augusto/STF
Presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro Alexandre de Moraes
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Presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro Alexandre de Moraes

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Aos colegas, Fachin alegou que precisaria adiar o encontro para uma data ainda não definida por questões de “agenda” dele e de outros ministros. Alguns magistrados avisaram que não poderiam comparecer ao almoço em 12 de fevereiro, data prevista até então.

“Ele mandou cancelar ontem (quarta-feira) 7h da manhã. Acho que teria um outro evento”, relatou um ministro do STF à coluna sob reserva.

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O adiamento do evento, porém, só foi informado à imprensa após as indiretas de Moraes, enviadas na sessão da tarde da quarta-feira. Na sessão, o STF julgou uma ação que questiona regras para manifestações de juízes nas redes sociais.

Relator do processo, Moraes disse em seu voto que a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) “bastam para regrar a magistratura”. A fala foi entendida como uma crítica ao Código de Ética defendido por Fachin.