Igor Gadelha

Ministros do STJ defendem afastamento de colega acusado de assédio

Ministro do STJ Marco Buzzi foi acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos em praia de Santa Catarina durante as férias de janeiro

atualizado

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Sérgio Amaral/STJ
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1 de 1 marco-buzzi-stj - Foto: Sérgio Amaral/STJ

Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) passaram a defender, nos bastidores, o afastamento do colega Marco Buzzi após o magistrado ser alvo de grave acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos.

Na avaliação desses ministros, a denúncia veio à tona em um momento ruim, no qual o Judiciário brasileiro enfrenta duras críticas da sociedade. “O momento não poderia ser pior”, disse um magistrado do STJ à coluna, sob reserva.

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Felipe Menezes/Metrópoles

Para integrantes da Corte, a denúncia feita pela família da vítima parece ser séria. “Não parece razoável que a advogada e a filha iriam colocar a vida e a carreira em jogo se a coisa não fosse séria”, diz um ministro.

Nesse cenário, membros do STJ avaliam nos bastidores que o ideal seria o próprio ministro acusado de assédio sexual pedir licença da Corte enquanto o caso estiver sendo investigado pelas autoridades competentes.

A denúncia contra o ministro do STJ

Conforme noticiou o Metrópoles na coluna Grande Angular, Marco Buzzi foi acusado de assédio contra a filha de um casal de amigos que passou as férias de janeiro na casa do magistrado em Balneário Camboriú (SC).

Segundo os relatos da vítima, no último dia 9 de janeiro, Buzzi teria tentado agarrá-la três vezes durante um banho de mar na praia. O ministro STJ, de acordo com a jovem, estaria visivelmente excitado.

A moça teria conseguido se desvencilhar, correu para a praia e contou aos pais o ocorrido. Estupefato, o casal de amigos deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência em uma delegacia.

O casal foi encaminhado para denunciar o fato ao STF, uma vez que Buzzi, na condição de ministro do STJ, tem foro privilegiado. Na terça-feira (3/2), os denunciantes estiveram com o juiz auxiliar da presidência do Supremo.

Ministro repudia “ilação”

Em nota, o ministro disse que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos” e que “repudia” “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por sua vez, informou, também em nota, que “o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira”.

“Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”, informou o CNJ.

Buzzi tomou posse no STJ em 2011, indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). O magistrado completa 68 anos de idade nesta quarta-feira (4/2). A vaga dele é oriunda da cota destinada a desembargadores estaduais.

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