
Igor GadelhaColunas

O encontro de Lula e Trump após a decisão dos EUA sobre CV e PCC
Presidente Lula pode se encontrar com Trump durante evento em meados de junho, semanas após EUA classificarem CV e PCC como terroristas
atualizado
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O presidente Lula poderá encontrar Donald Trump pessoalmente em meados de junho, dias após o governo americano designar o PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O possível encontro entre eles deve acontecer na cúpula do G7, grupo que reúne as maiores economias globais. O evento está marcado para acontecer entre os dias 15 e 17 de junho, no interior da França.
A Casa Branca já confirmou a presença de Trump no encontro. Embora o Brasil não integre o G7, Lula também foi convidado e sinalizou que comparecerá à reunião da cúpula do bloco.
Em 2025, Lula participou da cúpula do G7 no Canadá, mas acabou não se encontrando com Trump. O americano já havia deixado o local quando o presidente brasileiro chegou ao evento.
Reação do governo Lula
Mais cedo, o governo brasileiro divulgou uma nota oficial reagindo à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Na nota, o governo diz que a soberania brasileira é “inegociável” e afirma que “falsos patriotas” e “envolvidos com o crime organizado” pedem intervenção estrangeira em assuntos nacionais.
A nota foi divulgada enquanto o presidente Lula discursava em Sergipe. Durante sua fala, o petista classificou o CV e o PCC como “terroristas” e afirmou que as organizações serão combatidas no país.
“Eles incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam as cidades, eles roubam tudo a que o povo tem direito, e o direito de o povo viver livremente. Então, eles são terroristas, e nós vamos combatê-los aqui dentro. […] Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta.”
Lula também criticou o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse que o parlamentar “não tem vergonha na cara” de “trair” o Brasil e de ir aos EUA pedir intervenção em território brasileiro.





