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Igor Gadelha

Motta nega "briga de ego" com governo e diz que votará PEC 6x1 em maio

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não existe briga por protagonismo com o governo Lula sobre a 6X1

26/02/2026 10:04, atualizado 26/02/2026 17:08
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fala ao Metrópoles sobre agenda da Casa e sobre as eleições de 2026

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, na quinta-feira (26/2), em entrevistaà coluna, que não existe uma “briga de ego” com o governo Lula por protagonismo na discussão do fim da escala 6×1.

Motta despachou a PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de fevereiro, contrariando o governo, que queria tratar o tema por meio de um projeto de lei com urgência constitucional.

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O movimento abriu uma discussão sobre o protagonismo da Câmara e do governo sobre o assunto. O fim da escala 6×1 é uma  da prioridades do Palácio do Planalto para 2026 de olho na campanha de reeleição de Lula.

“Não é uma briga por protagonismo, uma briga de ego, mas sim o canal legislativo correto para discutir uma matéria que tem a importância que tem, medir os impactos, fazer a discussão correta e dando vez e voz a todos os impactos por essa decisão que o Congresso pode vir a tomar e a partir daí termos condições de avançar positivamente em uma pauta que atende a larga maioria da população brasileira, afirmou Motta ao Metrópoles

Motta argumentou que tratar o tema por PEC permite que uma discussão mais ampla. Se o governo enviasse um projeto de lei com urgência constitucional, a proposta seria debatida somente no plenário.

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“É um pouco mais do que briga por protagonismo. Um assunto sério como esse não pode ser batido sob apenas uma ótica ou só um lado. A discussão, na minha avaliação, por PEC traz a capacidade de podermos ter mais equilíbrio do ponto de vista da tramitação legislativa”, disse o presidente da Câmara.

Motta quer votar a PEC em maio

Como adiantou à coluna, o relator da proposta é o deputado de oposição ao governo, Paulo Azi (União-BA). O parlamentar foi presidente da CCJ em 2025 e já tinha sinalizado vontade de avançar no tema.

Após a CCJ, a PEC irá para uma comissão especial, onde o mérito da proposta será analisado. Na entrevista, Motta afirmou que seu objetivo é levar a matéria à votação no plenário por volta do mês de maio.