Marco Aurélio Mello critica PEC sobre STF, mas mantém voto em Bolsonaro
À coluna o ex-ministro criticou a ideia bolsonarista de aumentar número de ministros do STF, mas disse manter voto em Jair Bolsonaro

O ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello é crítico da proposta bolsonarista de aumentar o número de integrantes da Corte, mas não pretende deixar de votar em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por causa disso.
À coluna Marco Aurélio disse que a proposição dos aliados do presidente remonta à ditadura militar, quando o Ato Institucional número 2, o AI-2, aumentou o número de integrantes do Supremo para 16 ministros.
“Se não me falha a memória, com AI-2, houve o aumento para 16 cadeiras. A razão acabou, mais tarde, por prevalecer, retornando-se às 11 cadeiras. O móvel veiculado agora merece a excomunhão maior. Não podia ser pior. De qualquer forma, a alteração pressupõe aprovação de Emenda Constitucional, com discussão e votação no Congresso Nacional, em dois turnos, sendo o quórum para aprovação de três quintos dos votos dos integrantes. Não creio haja vontade política parlamentar para isso. Tempos estranhos. Quem viver verá!”, afirmou.
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todasQuestionado pela coluna se a ideia poderia lhe fazer mudar de voto no segundo turno das eleições presidenciais, o ex-ministro foi taxativo: “De forma alguma. Votarei nele (Bolsonaro)”, disse.
Bolsonaro e seus aliados, como o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, levantaram a hipótese de propor, via PEC, aumentar de 11 para 16 o número de ministros do STF.
Caso aprovada, a alteração permitiria que Bolsonaro nomeasse seis novos ministros na Corte, ganhando assim maioria no Supremo Tribunal Federal.



