
Igor GadelhaColunas

Decisão de Mendonça que quebrou sigilo de Lulinha pega Planalto de surpresa
Para auxiliares e aliados de Lula, quebra de sigilo autorizada pelo STF indica que Lulinha é oficialmente investigado na “Farra do INSS”
atualizado
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A decisão do ministro do STF André Mendonça autorizando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, pegou de surpresa ministros do Palácio do Planalto e aliados de Lula.
Nos bastidores, auxiliares do petista e advogados próximos ao presidente ouvidos pela coluna juram que não sabiam do despacho de Mendonça, proferido antes de a CPMI do INSS aprovar a quebra de sigilo de Lulinha.
A decisão de Mendonça, que é relator do inquérito sobre a “Farra do INSS” no STF, atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e está sob sigilo. Segundo fontes da Corte, a autorização foi dada pelo ministro em janeiro de 2026.
Logo após a notícia ser revelada pela imprensa, na tarde da quinta-feira (26/2), interlocutores de Lula procuraram integrantes da PF para checar a informação e, inicialmente, ouviram que a corporação não tinha conhecimento.
Porteriormente, contudo, auxiliares presidenciais passaram a procurar membros do Supremo, quando foram informados que Mendonça realmente havia autorizado a quebra dos sigilos de Lulinha.
Quebra de sigilo mostra que Lulinha é investigado
A informação, na avaliação de assessores de Lula, indica que o filho do presidente é oficialmente investigado no inquérito. Do contrário, a quebra de sigilo não seria aprovada pelo STF.
Aliados o presidente da República afirmam que a quebra de sigilo deve provocar uma mudar a estratégia jurídica do filho do presidente bem como na estratégia política do governo em relação ao tema.
Para ministros de Lula, contudo, a quebra de sigilo autorizada pelo Supremo tem potencial de estrago menor do que a autorizada pela CPMI. A avaliação é de que, na comissão, o estrago político seria maior.









