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Igor Gadelha

Comparação de Bolsonaro com esquerda sobre Rússia irrita bolsonaristas

Auxiliares presidenciais admitem que possível semelhança de posições apontada por adversários tem repercutido mal na base bolsonarista

, 04/03/2022 02:00, atualizado 04/03/2022 08:03
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Fábio Vieira/Metrópoles
O presidente Jair Bolsonaro (PL), acompanhado pelo filho Flávio Bolsonaro, na cidade de Eldorado, interior de São Paulo, nesta manhã de sábado, 22. A mãe do presidente, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 94 anos, faleceu na madrugada de sexta-feira (21). O Presidente cancelou viagem à Guiana e voltou ao Brasil para o enterro. Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

As comparações entre a posição de Jair Bolsonaro e de partidos de esquerda sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia têm incomodado o núcleo duro de aliados do presidente brasileiro.

Nos bastidores, auxiliares de Bolsonaro admitem que a possível semelhança de posições apontada por adversários políticos do presidente vem repercutindo de forma negativa na base bolsonarista.

Auxiliares presidenciais detectaram que a comparação feita por adversários tem colado entre apoiadores de Bolsonaro, fato que acendeu o alerta no entorno do chefe do Palácio do Planalto.

Reação

Preocupado, o núcleo duro do presidente decidiu entrar em campo para conter eventuais prejuízos políticos. A principal reação partiu do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos).

O filho 02 do presidente foi ao Twitter questionar o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma postagem de Sergio Moro na qual o ex-juiz aponta semelhança entre as posições de Bolsonaro e da esquerda em relação à Rússia.

O vereador alegou que o antigo aliado do pai compartilhava “fake news” ao dizer que a posição do presidente sobre a Rússia “converge com a da oposição de extrema esquerda”.

Dualidade

As comparações com as posições de partidos de esquerda partem do próprio discurso do presidente. No domingo (27/2), por exemplo, Bolsonaro pregou “neutralidade” do Brasil ante a invasão russa da Ucrânia.

Ao mesmo tempo, a dualidade praticada pelo governo ante a crise entre Rússia e Ucrânia serve como munição para a defesa do presidente feita por bolsonaristas.

Aliados do presidente, como Carlos Bolsonaro, utilizam as posições do Brasil no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral da ONU para argumentar que Bolsonaro condena a invasão russa.

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