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Eleições 2026Igor Gadelha

Moraes proíbe Flávio de visitar o pai em momento crucial da eleição

Decisão de Alexandre de Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de visitar o pai em um momento crucial, quando o senador precisa definir seu vice

13/07/2026 17:08, atualizado 13/07/2026 17:29
Vinícius Schmidt/ Metrópoles
Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro

Com a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) só poderá voltar a visitar o pai, Jair Bolsonaro, após o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

Na segunda-feira (13/7), Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. Esse prazo se encerrará em 11 de outubro, exatamente uma semana após o primeiro turno.

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Senador Flávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência do Partido Liberal (PL)
Jair Bolsonaro
Ministro do STF, Alexandre de Moraes
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Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Hugo Barreto/Metrópoles
Senador Flávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência do Partido Liberal (PL)
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Senador Flávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência do Partido Liberal (PL)

Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Caso a decisão não seja revogada, Flávio ficará impedido de conversar diretamente com o pai em um período crucial, no qual o senador precisará, por exemplo, definir quem será o candidato a vice-presidente em sua chapa.

O despacho de Moraes foi assinado após Flávio Bolsonaro divulgar no fim de semana, nas redes sociais, uma carta assinada pelo ex-presidente em apoio à pré-candidatura do filho ao Palácio do Planalto.

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No documento, o ex-chefe do Palácio do Planalto diz que Flávio é seu “porta-voz” e reafirma que o senador foi o candidato escolhido para representá-lo politicamente.

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Além de proibir as visita por 90 dias, Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça se o ex-presidente tinha conhecimento de que a carta seria divulgada.

O ministro avalia se a publicação representou descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Moraes também ressaltou o uso de “expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto” e mandou o Ministério Público Eleitoral apurar se o episódio pode configurar propaganda eleitoral antecipada.