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Igor Gadelha

Apavorado, governo procura Motta para barrar pauta-bomba do Senado

Governo Lula procura Hugo Motta para tentar segurar votação de projeto sobre renegociação de dívidas rurais que foi aprovado no Senado

Igor Gadelha11/06/2026 12:06, atualizado 11/06/2026 12:50
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Apavorado, governo procura Motta para barrar pauta-bomba do Senado

Apavorado com a aprovação da proposta no Senado, o governo Lula procurou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar segurar a votação do projeto de renegociação das dívidas rurais na Câmara.

Um dia após os senadores aprovarem a matéria — cujo impacto é estimado em R$ 140 bilhões em 10 anos —, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, ligou para Motta na manhã desta quinta-feira (11/6).

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Hugo Motta, presidente da Câmara
O presidente da Câmara, Hugo Motta
Hugo Motta em votação no fim da escala 6x1
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Hugo Motta em votação no fim da escala 6x1

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputado
Hugo Motta, presidente da Câmara
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Hugo Motta, presidente da Câmara

Reprodução/Youtube
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Na conversa, segundo relatos, Guimarães disse que o presidente Lula ficou muito chateado com a aprovação da pauta-bomba e, sobretudo, pelo envolvimento de senadores de partidos da base aliada na articulação.

Guimarães pontuou ainda que ele e os ministros da Fazenda, Dário Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti, gostariam de conversar pessoalmente com Motta para apresentar argumentos contra a votação do projeto.

A líderes da Câmara, Motta relatou estar sofrendo pressão não só do governo, mas também da bancada ruralista, que defende a aprovação da proposta. O presidente da Casa, contudo, sinaliza que não agirá de forma irresponsável.

Outras bombas

Além do projeto de renegociação das dívidas rurais, a Câmara pode receber em breve dois projetos que trazem bombas fiscais para o governo Lula.

No primeiro caso, é um projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais e que pode trazer impacto de aproximadamente R$ 47 bilhões.

A proposta foi aprovada em caráter terminativo, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, na quarta-feira. Caso não haja recurso para votação em plenário, o projeto será enviado diretamente para a Câmara.

Há ainda uma PEC — referente à aposentadoria de agentes comunitários de Saúde — que foi aprovada na CCJ do Senado e que pode ter impacto de R$ 99 bilhões em 10 anos.

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