Igor Gadelha

Motta condiciona “folga” extra a deputados à decisão do governo Lula

A deputados, Motta avisou que votação remota na próxima semana depende da decisão do Planalto de retirar urgência do projeto da 6×1

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 o-presidente-da-camara-hugo-motta-e-abordado-por-jornalistas-no-salao-verde-e-deixa-o-congresso-naional-6 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), procurou o Palácio do Planalto para pedir que o governo Lula retire a urgência do projeto de lei do fim da escala 6×1, o que destravaria a pauta de votações do plenário da Casa.

Segundo apurou a coluna, Motta fez o pedido ao ministro de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, na terça-feira (9/6). O titular da pasta respondeu que conversaria com Lula e daria um retorno ao chefe da Câmara.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta
Hugo Motta, presidente da Câmara
Hugo Motta em votação no fim da escala 6x1
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Hugo Motta em votação no fim da escala 6x1

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputado
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

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Hugo Motta, presidente da Câmara
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Hugo Motta, presidente da Câmara

Reprodução/Youtube

Nos bastidores, Motta argumenta que não há sentido em o governo manter a urgência do projeto de leia, uma vez que o fim da escala 6×1 já foi votado pelos deputados via PEC. O problema estaria no Senado, que resiste a votar a proposta.

O presidente da Câmara avisou a líderes partidários que aguardará a decisão do governo sobre a urgência para decidir se autoriza ou não o modelo híbrido de presença  na próxima semana, o que desobrigaria os deputados de  estarem em Brasília.

Caso o governo Lula decida manter a urgência do projeto, mesmo após a votação da PEC sobre o tema, a tendência é que a Câmara realize apenas sessões simbólicas e remotas, pois não será possível votar projetos de lei.

Na reunião de líderes da terça-feira, caciques da Câmara pediram que Motta avisasse com antecedência sobre a eventual adoção do modelo híbrido do plenário, permitindo que os deputados permaneçam em seus estados.

O interesse se deve, principalmente, às festividades juninas de Santo Antônio e de São João, especialmente relevantes em ano eleitoral, além dos jogos da Copa do Mundo, que devem reforçar o clima festivo ao longo da próxima semana.

Recesso branco

As semanas de votações híbridas se somariam ao chamado “recesso branco”, tradicionalmente adotado pelo Congresso na última semana de junho, período que coincide com as festas juninas em diversas regiões do país, sobretudo no Nordeste.

Geralmente, a tanto a Câmara quanto o Senado deixam de marcar sessões na última semana de junho para permitir que os parlamentares, especialmente os nordestinos, retornem a seus estados para participar das festividades.

O período ganha ainda mais importância em ano eleitoral como 2026. O São João é considerado uma das últimas oportunidades antes do início da campanha  para o contato direto entre os parlamentares e o eleitorado.

Jogada política

Como mostrou a coluna, lideranças da Câmara avaliam que o governo Lula fez cálculo político ao decidir manter a urgência de projeto de lei que trata do fim da escala 6×1.

Para deputados, a manutenção da urgência — que bloqueia a pauta da Câmara — permite ao governo assegurar sua defesa intransigente da proposta e deixar o tema em evidência, além de ajudar a pressionar o Senado a votar a PEC.

A leitura entre líderes é de que Lula tem pouco a perder ao manter a pauta travada. A única votação de interesse do Planalto seria um projeto do líder do governo, Paulo Pimenta (PT-RS), destinado a conter a alta dos combustíveis.

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