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Alvo do STF, assessor olavista Filipe Martins silencia nas redes

Assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins não posta desde setembro de 2021 no Twitter, onde era bastante ativo

atualizado 14/01/2022 17:35

Igo Estrela/Metrópoles

Praticamente o único olavista remanescente no governo Jair Bolsonaro, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, silenciou nas redes sociais.

Desde setembro de 2021, por exemplo, o olavista não posta no Twitter, rede em que costumava ser bastante ativo na defesa do presidente e nas críticas a instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF).

A última postagem de autoria de Filipe Martins no Twitter data de 7 de setembro, dia em que aconteceram diversas manifestações bolsonaristas em todo o Brasil, em apoio ao presidente e com críticas ao STF.

Em 15 de setembro, o assessor retuitou uma postagem de um site olavista que chamava para um artigo escrito por ele próprio. O artigo era sobre “os desafios do povo brasileiro na guerra espiritual que o mundo vive hoje”.

No Facebook, o silêncio de Filipe Martins é ainda mais longo. A última publicação dele na rede social data de março de 2021, agradecendo o “apoio” do consultor político americano George Birnbaum a ataques do qual foi alvo.

Avanço das investigações

A postura do assessor de Bolsonaro nas redes sociais coincide com o avanço de investigações do Supremo contra ele no chamado inquérito das “milícias digitais”.

Filipe Martins já depôs ao menos duas vezes no âmbito da investigação. A última delas, como a coluna revelou à época, ocorreu no dia 2 de dezembro do ano passado.

O silêncio do assessor também coincide com a perda de poder dele no Planalto, ocorrida após a posse de Carlos França como chefe do Itamaraty, em abril de 2021. O olavista era ligado ao ex-chanceler Ernesto Araújo.

Desde que França assumiu, Filipe Martins tem sido vetado de viagens internacionais do presidente e sequer é consultado na elaboração de discursos em eventos diplomáticos.

O assessor também apareceu na lista de indiciados pela CPI da Covid no Senado. Na casa, ele também enfrentou polêmica após ser acusado de fazer gesto associado a supremacistas brancos, mas acabou absolvido pela Justiça.

Procurado pela coluna, o assessor não respondeu.

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