Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

PT pausa as conversas com Alckmin para resolver federação com o PSB

Com Alckmin apalavrado com Lula, PT e PSB tentarão desatar os nós que impedem o acerto de uma federação para a eleição deste ano

atualizado 14/01/2022 22:29

Lula + AlckminDivulgação/ Ricardo Stuckert

As conversas entre Lula e Geraldo Alckmin entrarão num período de stand-by na próxima semana. A prioridade do PT será a negociação com o PSB para formar uma federação na eleição deste ano. Ficou claro nos últimos dias que os partidos possuem diferenças significativas e que ainda estão longe de um acordo para selar a aliança.

Internamente, os petistas estão convictos de que Lula chegou a um entendimento com Alckmin e que a parceria dos dois não dependerá do resultado das conversas sobre a federação. Uma prova disso foram os convites que Alckmin recebeu para se filiar ao PV e ao Solidariedade. O fato de o ex-governador ter escutado as ofertas indica que ele já se convenceu sobre ser vice de Lula, segundo dirigentes do PT.

O foco para o PT é entender se o racha diagnosticado no PSB é superável ou se não haverá espaço para os partidos caminharem juntos até a eleição de 2026. A crise entre os socialistas se agravou no período em que o presidente da sigla, Carlos Siqueira, tirou férias. Siqueira retoma as atividades nesta semana e fará uma reunião com a bancada de deputados para tratar do assunto.

Uma reunião entre Siqueira e os petistas também acontecerá nesta semana em Brasília. Existem pendências a serem resolvidas em praticamente todos os estados-chaves para o PSB. Entre outros pontos, a direção do PT espera que os socialistas apresentem o nome que irá concorrer ao governo de Pernambuco e que haja uma mudança no discurso sobre a candidatura de Fernando Haddad em São Paulo.

Os partidos estão em uma corrida contra o tempo para sacramentar as federações desde que o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou que as alianças sejam anunciadas até seis meses antes da eleição. A decisão é liminar e será analisada pelo plenário físico do STF na volta do recesso.

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