Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Natália Portinari

Pesquisas indicam que ícones do bolsonarismo podem ser varridos

Ex-ministros do governo Bolsonaro e aliados do presidente que tentaram disputar cargos majoritários não devem se eleger em outubro

atualizado 17/09/2022 17:41

Montagem com candidatos bolsonaristas Montagem

As pesquisas mais recentes sobre as disputas de cargos majoritários em todo o país apontam que estrelas do governo Bolsonaro devem ficar sem mandato em 2023.

A lista começa com o vice-presidente Hamilton Mourão, que está em terceiro lugar na eleição para o Senado no Rio Grande do Sul, com 19%. Segundo o Ipec, o petista Olívio Dutra lidera, com 28%, seguido por Ana Amélia, com 25%. O instituto Atlas, no entanto, mostra Mourão empatado na primeira posição com Dutra.

O Ipec também mostra que o tucano Eduardo Leite mantém larga vantagem para o ex-ministro Onyx Lorenzoni. O tucano está com 38% das intenções de voto, contra 26% do bolsonarista.

No Distrito Federal, a ex-ministra Damares Alves deve perder a disputa para o Senado contra Flávia Arruda, outra ex-ministra de Bolsonaro, mas que tem origens no Centrão. Arruda tem 31%, contra 19% de Damares.

Com 4% das intenções de voto, o deputado Major Vitor Hugo não terá condições de se eleger governador de Goiás. O estado deve reconduzir Ronaldo Caiado ao cargo. Ele tem 48% da preferência do eleitorado.

Outro ex-ministro que tem vida difícil nesta eleição é Gilson Machado, que chefiou a pasta do Turismo. Segundo o Ipec, ele está na quarta posição da corrida pelo Senado em Pernambuco, com 9%. A petista Teresa Leitão é a líder, com 24%.

João Roma, que chefiou o Ministério da Cidadania no governo Bolsonaro, também está longe dos líderes na eleição para o governo da Bahia. Roma tem 7% das intenções de voto, bem distante de ACM Neto, com 49%, e de Jerônimo Rodrigues, com 28%. Os números são do Datafolha.

Em São Paulo, o ex-ministro Marcos Pontes está longe de alcançar Márcio França na disputa pelo Senado. França apareceu com 32% das intenções de voto no último Datafolha, enquanto o astronauta soma 15%.

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