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Suplente de ex-ministro de Bolsonaro já declarou voto em Lula e Haddad

Apoiador de Lula e Haddad em eleições passadas, Romário Dias (PL) será o 1º suplente na chapa do ex-ministro Gilson Machado (PSC) ao Senado

atualizado 08/08/2022 10:22

Romário Dias e Gilson Machado Reprodução/Instagram

Candidato ao Senado por Pernambuco este ano, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PSC) escolheu como primeiro suplente em sua chapa um deputado estadual que apoiou Lula em eleições passadas.

No pleito de 2018, o deputado estadual Romário Dias (PL), na época filiado ao PSD, fez campanha para o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), então rival de Jair Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.

Na ocasião, Dias foi ao plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco elogiar Haddad após passagem do petista pela cidade de Garanhuns (PE) no início de setembro, logo após o TSE declarar Lula inelegível.

“Essa passagem de Haddad por lá deu um encanto a nossa campanha. Está sendo uma campanha de muita emoção”, afirmou o deputado estadual à época (veja o vídeo abaixo).

 

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Em 2006, na campanha à reeleição de Lula, Dias era presidente da Alepe e, em conversa com  a coluna Painel, do jronal Folha de S. Paulo, declarou voto no então candidato petista.

Isso mesmo com o PFL, partido dele na ocasião, tendo indicado José Jorge como candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin. “Não posso ficar contra o povo”, argumentou o deputado estadual.

Como primeiro suplente, Romário Dias assumirá o mandato de senador por Pernambuco caso Gilson Machado se afaste do cargo, por exemplo, para voltar a ser ministro.

Dinheiro vivo

Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral este ano, Dias disse ter um patrimônio de R$2,3 milhões. Deste montante, ele informou ter R$ 400 mil em dinheiro vivo, o equivalente a 16% do total de seus bens.

O deputado estadual ainda declara ter uma linha telefônica no valor de R$ 15 mil e duas “construções”, uma de R$ 242 mil e outra de R$ 200 mil. Ele não especificou que obras seriam essas.

A coluna procurou Romário Dias, que ainda não respondeu. O espaço segue aberto.

 

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