Lira destravará projeto do governo que eleva penas de crime ambiental
Projeto de lei do governo Lula aguarda decisão de Arthur Lira há 20 dias; texto aumenta penas para crimes ambientais

O presidente da Câmara, Arthur Lira, vai destravar na próxima segunda-feira (11/11) um projeto de lei do governo Lula que aumenta penas para crimes ambientais. Lira citou o prazo nesta quinta-feira (7/11), em resposta a um questionamento da coluna.
A proposta estava há 20 dias emperrada na Casa, desde que o governo apresentou o texto, no último dia 17. A partir da próxima semana, segundo Lira, o texto começará a ser analisado nas comissões da Câmara.
O Ministério da Justiça fez o projeto em resposta à onda de queimadas que atingiu o país em agosto e setembro e deixou diversas cidades debaixo de fumaça. Na época, a emissão poluente foi captada por um satélite da Nasa a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Técnicos do ministério apontam que a lei atual de crimes ambientais, de 1998, tem punições muito brandas. A título de exemplo, quem causar poluição que resulte em danos à saúde humana ou que mate animais e plantas terá a mesma pena prevista para quem comete um furto: reclusão de um a quatro anos e multa. O governo propôs elevar a pena desse crime ambiental para reclusão de três a seis anos e multa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém da sensação de impunidade, servidores avaliam que as sanções leves dificultam as investigações de crimes ambientais. Atualmente, não podem ter delação premiada, por exemplo, e são facilmente convertidas em acordo ou prestação de serviços comunitários. Assim, as autoridades não conseguem chegar aos mandantes do crime.
O governo ainda propôs aumentar as penas dos seguintes crimes ambientais: provocar incêndio em floresta ou outras formas de vegetação; destruir ou danificar floresta de preservação permanente; destruir ou danificar vegetação da Mata Atlântica; causar dano às Unidades de Conservação; e provocar incêndio em floresta ou demais formas de vegetação.

























