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Guilherme Amado

EBC gastou R$ 20 mil para transmitir vídeo derrubado pelo TSE

Estatal Empresa Brasil de Comunicação transmitiu mentiras e ataques de Bolsonaro por 47 minutos; TSE ordenou exclusão na quarta-feira (24/8)

25/08/2022 09:00
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Reprodução
Jair Bolsonaro em apresentação a embaixadores no Alvorada

A TV Brasil, da estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gastou pelo menos R$ 20,5 mil para transmitir ao vivo o evento em que Jair Bolsonaro chamou embaixadores ao Palácio da Alvorada para mentir sobre o sistema eleitoral e atacar ministros do STF. Nesta quarta-feira (24/8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou que a estatal e redes sociais retirassem os vídeos do ar.

No dia 18 de julho, a EBC transmitiu os 47 minutos do discurso de Bolsonaro, repleto de informações falsas. A estatal gastou R$ 12 mil com equipamentos; R$ 4,2 mil para transmitir a programação na TV; R$ 2,7 mil para direcionar as imagens para redes sociais; e R$ 1,5 mil para contratar um intérprete de Libras. Além de atacar sem provas o sistema eleitoral, Bolsonaro reproduziu vídeos de motociatas em seu apoio, o que constrangeu diplomatas.

Para o ministro Mauro Campbell, do TSE, Bolsonaro “insiste em divulgar deliberadamente fatos inverídicos ao afirmar que há falhas no sistema de tomada e totalização de votos no Brasil”. O Youtube já havia derrubado o vídeo da live no perfil de Bolsonaro no último dia 10.

Nesta quarta-feira (24/8), a PGR informou ao STF que abriu uma investigação preliminar sobre o evento promovido por Bolsonaro. No ano passado, a EBC também transmitiu ao vivo uma live em que Bolsonaro mentiu sobre as urnas e fez com que o presidente se tornasse investigado pelo STF e TSE.

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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Daniel Ferreira/Metrópoles
A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

Getty Images
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

HUGO BARRETO/ Metrópoles
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

Daniel Ferreira/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

Micheal Melo/ Metrópoles
O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

Marcelo Camargo/ Metrópoles
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles