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Presidente do Sinduscon-DF foi laranja na compra de R$ 135 milhões em ações do BRB pelo Master e Reag

Fundos utilizaram dois empresários de Brasília para comprar 25% de ações do BRB

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 adalberto-cleber-valadao-junior-copiar - Foto: Divulgação/Ademi-DF

O empresário de Brasília Adalberto Valadão Júnior, dono da Soltec Engenharia e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), foi laranja para que o Banco Master e a Reag comprassem ações da instituição financeira por R$ 135 milhões.

Como mostrou o Metrópoles, outro empresário que operou para que os fundos do ecossistema Master virassem acionistas do BRB foi o dono da incorporadora Faenge, Leonardo Ávila. Ambos teriam entrado na operação após uma empresa do mercado financeiro desistir.

Após essas operações, o grupo vinculado ao Master e à Reag tornou-se dono de 25% do capital do BRB. 

Foi a partir de Valadão Júnior que o fundo Verbier tornou-se acionista do BRB. O Master e o empresário Nelson Tanure são cotistas de fundos administrados pela WNT, responsável pelo Verbier. A operação custou R$ 135 milhões.

Os empresários alegam ter cedido os direitos de compra. Ocorre que a operação não se constituiu em cessões de direitos, mas, sim, em compra de papéis no valor total de R$ 270 milhões por parte dos laranjas e revenda para os verdadeiros investidores: o Banco Master e a Reag, ambos liquidados pelo Banco Central. A utilização dos laranjas visava esconder do BC os nomes dos verdadeiros investidores, que só agora foram revelados.

Valadão Júnior disse à reportagem que, em julho de 2024, “era público que o BRB realizava aumento de capital para fortalecimento patrimonial” e que, “como havia fundos interessados que ainda não eram acionistas, o banco buscou titulares de direitos de subscrição para viabilizar a entrada desses investidores — entre eles, eu”.

“Fui informado da importância institucional da operação e concordei em ceder meus direitos numa operação em que não obtive nenhum benefício pessoal nem ganho financeiro”, declarou.

Valadão Júnior disse, ainda, que “essa operação é praticada de forma regular no mercado financeiro”. “Todo o processo foi formalizado pelo custodiante (Bradesco), com anuência do próprio BRB, e o aumento de capital foi integralmente aprovado pelo Banco Central”.

O empresário afirmou que não recebeu dinheiro. “A totalidade dos recursos foi destinada exclusivamente à subscrição das ações, que foram integralmente repassadas ao investidor final. Não tive acesso direto aos valores — a conta foi operacionalizada pelo BRB — e, repito, não obtive qualquer ganho financeiro, benefício ou vantagem pessoal na operação”, informou.

“Registro ainda que, à época, não havia qualquer tratativa pública sobre aquisição de carteiras ou do próprio Master pelo BRB, tampouco informação que desabonasse o fundo Verbier ou levantasse questionamentos sobre o aumento de capital. Nada indicava risco, irregularidade ou controvérsia. Minha atuação foi estritamente formal, transparente e de boa-fé”, concluiu.

Além de presidente do Sinduscon-DF, Valadão Júnior atua como diretor da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF).

Leonardo Ávila afirmou, via assessoria de imprensa, que a cessão do direito “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há — nem nunca houve — nenhuma relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou a Reag”, declarou a assessoria de imprensa da Family Office de Leonardo Ávila.

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