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Grande Angular

Presidente da Bancada da Bala: "PCC quer humilhar, assim como Vai-Vai"

Líder da Bancada da Bala no Congresso Nacional, Alberto Fraga disse que objetivo do desfile da Vai-Vai foi "promover ódio" contra policiais

15/02/2024 12:21, atualizado 15/02/2024 12:23
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Divulgação/LigaSP/Felipe Araújo
Imagem mostra PM do Choque fantasiado de demônio - Metrópoles

O presidente da Bancada da Bala, deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem “interesse em afrontar e humilhar policiais, assim como fez a Vai-Vai” no desfile do último sábado (10/2).

“O passado recente dessa escola de samba Vai-Vai, como consta na cobertura midiática, estaria vinculado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital, dedicada ao narcotráfico, a sequestros, a roubos e a homicídios”, afirmou Fraga, que é oficial da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em nota divulgada nesta quinta-feira (15/2).

Entidades representativas de policiais civis e militares repudiaram a ala da Vai-Vai que representou PMs do Batalhão de Choque com chifres e asas, em alusão a demônios.

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Integrantes dos Racionais MC's durante desfile da Vai-Vai
Desfile da Vai-Vai teve policiais retratados como demônios
Estátua de Borba Gato pichada durante desfile da Vai-Vai
Mulher fantasiada de pantera negra durante desfile da Vai-Vai
Desfile da Vai-Vai no Anhembi, em São Paulo
Mano Brown e KL Jay, dos Racionais MC's, durante desfile da Vai-Vai
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Mano Brown e KL Jay, dos Racionais MC's, durante desfile da Vai-Vai

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Integrantes dos Racionais MC's durante desfile da Vai-Vai
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Integrantes dos Racionais MC's durante desfile da Vai-Vai

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Desfile da Vai-Vai teve policiais retratados como demônios
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Desfile da Vai-Vai teve policiais retratados como demônios

Estátua de Borba Gato pichada durante desfile da Vai-Vai
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Estátua de Borba Gato pichada durante desfile da Vai-Vai

Divulgação/Vai-Vai/Woody Henrique
Mulher fantasiada de pantera negra durante desfile da Vai-Vai
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Mulher fantasiada de pantera negra durante desfile da Vai-Vai

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Desfile da Vai-Vai no Anhembi, em São Paulo
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Desfile da Vai-Vai no Anhembi, em São Paulo

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Desfile da Vai-Vai no Anhembi, em São Paulo

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O presidente da Bancada da Bala disse que a fantasia da escola de samba é de “mau gosto” e afirmou que o objetivo da representação de PMs como demônios era “desacreditar e promover o ódio contra o trabalho policial, apesar dos desmentidos da direção da escola, pois apontaram os policiais militares como encarnação do mal”.

Na nota, o parlamentar mencionou reportagens segundo as quais a Vai-Vai teria recebido empréstimo de um suposto líder do PCC e contado com financiamento por meio de recursos públicos, no valor de R$ 2 milhões.

“Embora não se defenda qualquer tipo de censura prévia, é lícito exigir que associações – e a Vai Vai é uma espécie – que recebam verbas públicas devam se abster de incentivar o ódio contra policiais, pessoas, raças, nações, etc. a pretexto de promoção da cultura, ainda mais em evento transmitido ao vivo para o Brasil e o mundo”, argumentou Fraga.

O líder da Frente Parlamentar da Segurança Pública repudiou “a afronta, a humilhação e a tentativa de personificar policiais como demônios, que somente interessa aqueles que, como se suspeita, emprestaram dinheiro para a Vai-Vai”.

Recorte histórico

A ala criticada pelos policiais é a intitulada “Sobrevivendo no Inferno”, nome do segundo álbum de estúdio do grupo de rap Racionais MC’s.

Após as opiniões, a Vai-Vai justificou que, “neste recorte histórico da década de 1990, a segurança pública no estado de São Paulo era uma questão importante e latente, com índices altíssimos de mortalidade da população preta e periférica”.