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Grande Angular

Juiz sobre homens que jogaram mulher: “Risco que criaram”

O juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal, do TJSP, manteve a prisão dos três instrutores detidos pela morte de jovem após salto em ponte

15/06/2026 11:10, atualizado 15/06/2026 11:11
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Reprodução/Redes sociais
Montagem colorida de trio preso por morte de jovem arremessada sem corda em prática de rope jump, no interior de São Paulo.

Ao manter a prisão dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após salto sem cordas em São Paulo, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal considerou que o falecimento da jovem foi “a concretização do risco que eles voluntariamente criaram e aceitaram correr”.

Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, são os homens filmados levantando a vítima e, depois, a jogando do alto da Ponte do Esqueleto.

O resultado morte, que efetivamente ocorreu, não foi um mero acidente, mas a concretização do risco que eles voluntariamente criaram e aceitaram correr“, escreveu o magistrado na decisão publicada no domingo (14/6) à qual o Metrópoles teve acesso.

O caso foi analisado pelo plantão judicial do Foro de Limeira do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O juiz ainda considerou que havia a possibilidade dos instrutores retomarem as atividades caso fossem postos em liberdade.

O risco de reiteração delitiva é concreto, pois os indiciados exerciam essa atividade de forma habitual e não regulamentada, com potencial de continuidade. Inclusive existe agenda publica e com ingressos oferecidos ao público em geral para novos eventos. A liberdade deles poderia levar à repetição de condutas igualmente perigosas”, completou.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu nesse sábado (13/6) por politraumatismo após queda livre de 40 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Três instrutores esqueceram de pôr as cordas de segurança para a prática do rope jump. De acordo com o processo, Maria pagou R$ 180 pela atividade e mais R$ 110 para ter o registro em vídeo do salto.

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A jovem ainda carregava uma câmera no pulso no momento em que foi arremesada. O item, porém, ainda não foi localizado.

O sepultamento da jovem ocorreu neste domingo, marcado por forte comoção de amigos e familiares no Cemitério Municipal de Jandira, região onde ela morava com a família.

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