Criador do rope jump também morreu praticando o esporte radical
Ele também caiu quando seu sistema de ancoragem falhou durante um salto no parque nacional Yosemite, na Califórnia

Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ao ser jogada sem cordas durante a prática de rope jump, em Limeira (SP), neste sábado (13/6), curiosidades sobre a prática e como ela foi criada surgiram na internet.
O rope jump foi criado por Dan Osman, alpinista norte-americano, escalador solo e pioneiro dos esportes radicais, que morreu em 1998, aos 35 anos, justamente praticando o esporte radical.
Ele também caiu quando seu sistema de ancoragem falhou durante um salto no parque nacional Yosemite, na Califórnia, na área da Torre Inclinada. Uma corda cruzou com a outra, e o atrito fez com que a corda se rompesse.
O rope jump (ou rope jumping) é o salto de grandes alturas preso apenas por cordas de escalada com baixa elasticidade. Seria uma espécie de primo do mais popularmente conhecido bungee jumping, mas que utiliza cordas altamente elásticas que provocam um sobe e desce após a queda livre.
No rope jump, porém, ao invés de ficar nessa oscilação vertical, o saltador fica em um movimento pendular, semelhante a um balanço gigante. O sistema de ancoragem, onde a corda é presa, fica bem ao lado do local de salto, para que a queda vertical logo se transforme em um arco horizontal.
Segundo o American Alpine Institute, Dano, como era conhecido o criador da modalidade, tinha fama de ser ainda filósofo e trabalhava como carpinteiro durante o dia e, nos fins de semana, desafiava os limites escalando paredes de granito.
Algumas de suas escaladas mais lendárias incluem a “Atlantis”, no próprio Yosemite, uma via quase vertical que ele escalou sem esforço e a “Bear’s Reach”, que foi inclusive tema de um curta-metragem que o mostra Dano escalando a rocha em cerca de quatro minutos e dando um salto acrobático no meio da subida, entre as agarras. “Ainda é um dos vídeos de escalada mais assistidos de todos os tempos”, categorizou o instituto.
“Ele é lembrado como uma lenda — parte artista, parte louco, parte poeta — que desafiou os limites do que “viver plenamente” poderia significar. Em resumo: o tipo de cara que fazia a gravidade tremer”, afirmou o site especialista.








