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Juiz aceita denúncia, e Lucas Bove vira réu por agredir Cíntia Chagas
O deputado estadual Lucas Bove (PL) tornou-se réu e responderá por violência contra Cíntia Chagas
atualizado
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A Justiça de São Paulo aceitou, na terça-feira (4/11), a denúncia do Ministério Público contra o deputado estadual Lucas Bove (PL) por violência contra a ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas.
A partir da decisão da Vara da Região Oeste de Violência Doméstica e Família Contra a Mulher, Lucas Bove torna-se réu por crimes como violência psicológica, stalking, descumprimento de medidas protetivas de urgência e lesão corporal.
O juiz de direito Felipe Pombo Rodriguez disse, na decisão obtida pela coluna, que “a imputação encontra respaldo no depoimento das testemunhas ouvidas na fase investigativa, bem como na narrativa da vítima e nos demais elementos probatórios até então coligidos (depoimento das testemunhas, laudos anexados, fotos, prints, áudios, etc.)”.
O magistrado pontuou que tais elementos não foram produzidos sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, “razão pela qual não podem, por ora, sustentar um juízo de mérito acerca da procedência das imputações formuladas pelo Ministério Público”.
Cíntia Chagas acusa o ex-marido de usar a posição de poder para silenciá-la, descredibilizá-la e desqualificá-la.
Advogada da influenciadora, Gabriela Manssur disse que “houve tentativas claras de manipular a opinião pública contra os direitos das mulheres, de distorcer fatos, inverter papéis e transformar a vítima em ré”.
“Depois de um ano e três meses de muito trabalho, estudo e resistência, a Justiça finalmente prevaleceu. Foi um tempo de dor e coragem, em que cada passo exigiu fé e firmeza para enfrentar não apenas as violências sofridas, mas também o peso do silenciamento, da descredibilização, das perseguições, calúnias e ameaças veladas”, afirmou.
Em nota divulgada à imprensa, Lucas Bove e os advogados de defesa dizem que Cíntia é uma “pseudo vítima” e que estaria tentando criar falsas narrativas.
“Essa defesa não cansará de ressaltar e não se conformar com o vazamento contínuo de informações a respeito do processo, que possui segredo e sigilo judicial, bem como que a intitulada pseudo vítima, Cintia Maria Chagas, mesmo havendo expressa ordem, continua a desrespeitar e descumprir as suas decisões restritivas, querendo criar suas falsas narrativas”, completam.
A defesa de Bove ainda disse que irá ” comprovar a mendacidade das acusações que lhe foram dirigidas, produzindo provas que evidenciem sua inocência, de forma absoluta”.
















