
Fábia OliveiraColunas

Lucas Bove rompe silêncio após decreto de prisão preventiva
Lucas Bove rompeu o silêncio após ter decretada sua prisão preventiva após acusação de agressões contra sua ex-esposa, Cíntia Chagas
atualizado
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Após o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de São Paulo na última quinta-feira (23/10), o deputado Lucas Diez Bove (PL) se pronunciou, nas redes sociais, apresentando sua versão sobre as acusações de agressões físicas, verbais e psicológicas contra a ex-esposa, Cíntia Chagas.
Segundo ele, há uma seletividade na forma como algumas pautas feministas são abordadas, o que, na sua visão, acaba prejudicando casos de mulheres que realmente sofrem violência.
Relato de Lucas Bove
Para Lucas, a realidade que observa é que, em certas situações, “o que é dito por vozes femininas, sempre será a verdade absoluta, somente pelo fato de serem mulheres, sem a apuração concreta dos casos”.
Ele também afirmou que a discussão sobre igualdade de direitos sofre um esvaziamento quando casos verdadeiros de violência feminina deixam de receber atenção devido a denúncias consideradas infundadas.
Fala sobre a prisão preventiva
O deputado declarou que o pedido de prisão preventiva teria sido feito pela outra parte em resposta a uma pergunta que ele deu sobre fatos já de conhecimento público.
“A decisão acabou de sair, e a imprensa soube antes de mim! A delegada da Delegacia da Mulher afastou totalmente as acusações (descabidas) de violência física e me indiciou por ‘violência psicológica’. Fato curioso: há um laudo oficial do IMESC (além de diversas declarações da outra parte) atestando que não há dano psicológico, ignorado pela delegada! Outro fato curioso: a outra parte falou publicamente ontem que eu joguei uma f@c4 nela, mesmo com a delegada tendo afirmado o contrário, ignorando o segredo de justiça e desrespeitando uma cautelar que também a proíbe de falar! E nada acontece…”, relatou.
Criticou feminismo
Ele ainda afirmou, segundo ele, que a atuação de algumas correntes feministas no poder público revela uma desigualdade na aplicação da lei:
“Ou seja, a militância feminista que alcançou o poder público deixa claro que, se você for mulher: não precisa cumprir as regras impostas pela Justiça; sua palavra vale mais do que suas ações, do que seu histórico e até do que um documento oficial assinado por um profissional devidamente qualificado e isento. Eu, na qualidade de deputado sob a qual estou fazendo estas postagens, sinto vergonha em nome das milhares de vítimas reais de violência que muitas vezes deixam de denunciar justamente pela descredibilização que as falsas denúncias trazem à causa”.
Cíntia Chagas rebateu
Em contrapartida, Cíntia Chagas se manifestou, destacando a gravidade das acusações. “Trata-se de um homem público, e é moralmente inaceitável que agressores de mulheres permaneçam investidos em funções de poder. A violência contra a mulher não se circunscreve à esfera privada: constitui crime e afronta à dignidade humana. Que a lei siga o seu curso e que, como sempre, a verdade prevaleça. A todas as mulheres que enfrentam a violência, deixo uma mensagem: não se calem. O silêncio protege o agressor”, afirmou.












