Polícia indicia deputado Lucas Bove por ameaça e violência psicológica

Deputado estadual responderá pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a influenciadora e ex-esposa, Cíntia Chagas

atualizado

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Na imagem colorida, Lucas Bove olha para o lado e usa terno - Metrópoles
1 de 1 Na imagem colorida, Lucas Bove olha para o lado e usa terno - Metrópoles - Foto: @lucasbovesp/Instagram/Reprodução

O deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) foi indicado pela Polícia Civil de São Paulo e responderá pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a influenciadora e ex-esposa, Cíntia Chagas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi investigado por meio de um inquérito policial instaurado pela 3ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM). No último dia 15 de setembro, as autoridades policiais relataram e encaminharam o documento à Justiça.

Cíntia acusa o ex-marido de lhe agredir em agosto de 2024. Na ocasião, o deputado teria atirado uma faca contra a então esposa, depois dela se negar a parar de jantar para tirar foto com o casal Michele e Jair Bolsonaro (PL), durante o casamento da filha do empresário Paulo Junqueira, em Rbeirão Preto, interior de São Paulo. Segundo a influenciadora relatou no boletim de ocorrência, a perna dela ficou ferida.

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Cíntia Chagas prestou queixa contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
Cíntia Chagas é influencer e professora de português
Cíntia Chagas teria proposto a multa de R$ 1 milhão para quebra da confidencialidade
A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove em 18 de outubro de 2024
Antes de casar com o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), esteve em um relacionamento com o psicólogo e empresário Luiz Fernando Garcia
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Cíntia Chagas prestou queixa contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)
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Cíntia Chagas prestou queixa contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP)

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Cíntia Chagas é influencer e professora de português
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Cíntia Chagas é influencer e professora de português

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Cíntia Chagas teria proposto a multa de R$ 1 milhão para quebra da confidencialidade
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Cíntia Chagas teria proposto a multa de R$ 1 milhão para quebra da confidencialidade

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A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove em 18 de outubro de 2024
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A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove em 18 de outubro de 2024

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Antes de casar com o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), esteve em um relacionamento com o psicólogo e empresário Luiz Fernando Garcia
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Antes de casar com o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), esteve em um relacionamento com o psicólogo e empresário Luiz Fernando Garcia

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A influencer e o deputado estadual de SP anunciaram a separação poucos meses depois do casamento
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A influencer e o deputado estadual de SP anunciaram a separação poucos meses depois do casamento

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Em nota, enviada ao Metrópoles, a defesa do parlamentar diz esclarecer que, mais uma vez, Cintia Chagas divulga, indevidamente e em completo desrespeito à ordem judicial imposta em seu desfavor, informações sigilosas vinculadas aos fatos mentirosos constantes em procedimento protegido sob segredo de justiça, visto que possui contra si medida cautelar que lhe proíbe, expressamente, de falar sobre os fatos ainda em andamento.

“E o mais grave é que distorce a verdade, como fez desde o início, tentando se favorecer e tirar proveito de suas falácias. Aliás, difusamente do que falsamente espalhou, saliente-se que a Autoridade Policial foi taxativa em afirmar que NÃO houve qualquer agressão física ou ameaça à Cintia Chagas, o que somente veio a confirmar a estratégia vil com que agiu, sempre tentando manipular a verdade dosfatos criando ardilosa história que teria sido agredida fisicamente. Coincidentemente, no passado, não esqueçamos que a própria Justiça reconheceu que Cintia faltou com a verdade em acusações similares contra outra pessoa com quem ela se relacionou, a condenando ao pagamento de indenização por isso, inclusive”.

Ainda de acordo com o texto, assinado pelos advogados Daniel Bialski e Camila Felberg, os fatos mencionados no inquérito policial se confundem com outros em que o deputado é a vítima e são oriundos da separação litigiosa ocorrida entre as partes. “E, o nosso constituído confia na Justiça e aguardará o reconhecimento de não cometeu qualquer ato criminoso. Derradeiramente, esclareça-se que novamente serão requeridas providências para apurar o recorrente vazamento das informações do processo, vez que tal atitude caracteriza os delitos previstos nos artigos 153, §1º-A, do Código Penal e 10 da Lei 9.296/96.”

Também em nota, a equipe de advogadas de Cíntia Chagas, liderada por Gabriela Manssur, comemorou o indiciamento, mas ainda apontou que a denúncia da polícia também deveria englobar a violência física, “que está comprovada nos autos”.

“O indiciamento de Lucas Bove por violência doméstica, especialmente por stalking e violência psicológica, é uma vitória importante, ainda que aguardemos a denúncia do Ministério Público.”

Além disso, a advogada critica o fato da influenciadora não poder comentar sobre a investigação e afirma que o Ministério Público pediu a revogação dessa e outras medidas cautelares impostas contra Cíntia.

“É preciso lembrar que o segredo de justiça tem por finalidade proteger a mulher vítima de violência, e não blindar o agressor. Infelizmente, o que temos visto, não apenas no caso de Cíntia, mas também em outros, é a instrumentalização do sistema de justiça para perseguir, silenciar e processar mulheres que tiveram a coragem de denunciar. Isso gera medo, faz com que muitas desistam, se calem e até adoeçam. Essa distorção não pode ser normalizada”, diz o comunicado, assinado pela advogada Gabriela Manssur.


Ameaças

  • A agressão com arma branca teria sido o estopim para a separação do casal, mas, de acordo com Cíntia, as ameaças começaram mais de dois anos antes, quando os dois ainda eram namorados. No início de setembro do ano passado, a influencer registrou denúncia contra o deputado estadual, mas as acusações só vieram à tona publicamente em outubro.
  • Bove estava sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo por violência contra a mulher, violência psicológica, ameaça, injúria e perseguição. Atualmente, o deputado está impedido de se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira.
  • Ele também não pode ligar, enviar mensagens de texto nem mencioná-la nas redes sociais. O processo tramita na Vara de Violência Doméstica do Fórum do Butantã, na capital.

 

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