Grande Angular

A avaliação de aliados de Trump sobre intimação a Moraes

Ação foi apresentada pela Trump Media e pela Rumble após decisões de Moraes envolvendo contas e conteúdos hospedados em plataformas digitais

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
Montagem com fotos coloridas do presidente Donald Trump e do ministro do STF Alexandre de Moraes - Metrópoles
1 de 1 Montagem com fotos coloridas do presidente Donald Trump e do ministro do STF Alexandre de Moraes - Metrópoles - Foto: Reprodução

Pessoas ligadas à ação movida pela Trump Media e pela Rumble contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes avaliam reservadamente que a decisão da Justiça Federal da Flórida autorizando a citação do magistrado por e-mail representa uma “vitória processual” para as empresas americanas.

A avaliação nos bastidores é de que a medida destrava o andamento da ação nos Estados Unidos após meses de tentativas frustradas de notificação formal pela Convenção da Haia.

A decisão foi assinada na quinta-feira (22/5) por uma juíza federal da Flórida, em Tampa. A magistrada autorizou que Moraes seja citado por dois endereços eletrônicos.

Na decisão, a juíza registrou que as empresas relataram dificuldades para concluir a cooperação judicial internacional no Brasil e alegaram que o procedimento estava sem perspectiva de conclusão. O texto menciona manifestações da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União no procedimento em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), além da imposição de sigilo ao caso.

Decisão

A ação foi apresentada pela Trump Media e pela Rumble após decisões de Moraes envolvendo contas e conteúdos hospedados em plataformas digitais. As empresas alegam que as ordens atribuídas ao ministro violam dispositivos da legislação americana relacionados à liberdade de expressão e à atuação de plataformas nos Estados Unidos.

Ao autorizar a citação eletrônica, a magistrada afirmou que a Convenção da Haia não proíbe expressamente notificações por e-mail e citou decisões anteriores de cortes americanas que permitiram esse tipo de procedimento em relação a réus brasileiros.

A decisão estabelece prazo de 30 dias para que as empresas concluam a citação e comprovem o procedimento à Corte. O texto também determina que, caso Moraes não responda dentro do prazo processual, as empresas solicitem a decretação de revelia.

O que diz a lei no Brasil

Já a lei brasileira protege a independência judicial e, em regra, o juiz não responde pessoalmente por decisões proferidas no exercício do cargo.

Há previsão de responsabilidade pessoal do juiz em alguns casos excepcionais. O artigo 49 da Loman e o artigo 143 do Código de Processo Civil, por exemplo, determinam que o magistrado responda por perdas e danos se proceder com dolo ou fraude ou recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar de ofício ou a requerimento das partes.

Além disso, a Constituição prevê, no artigo 37, a responsabilidade do Estado por eventuais danos causados por agentes públicos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações