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Justiça determina perícia na mansão de Ferrugem em processo milionário
A coluna descobriu, com exclusividade, que o cantor emplacou sua primeira vitória no caso, que envolverá a realização de uma perícia
atualizado
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A coluna Fábia Oliveira descobriu que a ação judicial iniciada por Ferrugem, envolvendo uma obra milionária em sua mansão, ganhou desdobramentos. O cantor emplacou sua primeira vitória no caso, que envolverá a realização de uma perícia no local.
Vale lembrar que, ao ajuizar o processo, o pagodeiro pediu uma liminar para que a Justiça determinasse a realização de uma perícia técnica na mansão objeto da disputa. O pedido, por sua vez, foi inicialmente negado, em decisão de 28/4. Inconformado, o cantor apresentou um “recurso de agravo de instrumento” e conseguiu reverter a decisão.
Em 7 de maio, o desembargador Luiz Eduardo Canabarro determinou a realização imediata de uma prova pericial de arquitetura no imóvel de Ferrugem e Thaís Vasconcellos. A perícia deverá indicar todos os vícios e irregularidades da construção, os serviços exigidos para sua correção, além de quantificar os custos com mão de obra e material.
O casal e a empresa administrada por Millena Miranda, ré na ação, poderão indicar assistentes para acompanhar os trabalhos, além de formular perguntas ao expert. O desembargador indicou o profissional, que deverá informar se aceita o encargo e apresentar a proposta de honorários. O valor será pago pelo pagodeiro e sua esposa, uma vez que foram os responsáveis por requerer a prova.
Após iniciar os trabalhos, o perito terá 30 dias para apresentar um laudo com suas conclusões.
Entenda o caso
Ferrugem e sua esposa, Thaís Vasconcellos decidiram acionar a Justiça após enfrentarem uma série de problemas durante a reforma de um imóvel de luxo. O processo foi aberto em 20 de abril contra a empresa Millena Miranda Arquitetura LTDA.
Segundo o casal, a arquiteta foi contratada após dificuldades com a primeira empresa responsável pela obra. A profissional teria assumido a gestão completa dos trabalhos, incluindo a revisão do que já havia sido executado, prometendo concluir tudo dentro de um prazo estipulado.
No entanto, Ferrugem e Thaís afirmam que começaram a notar atrasos constantes, esvaziamento da obra e descumprimento de promessas. Eles contam que chegaram a vender a casa onde moravam confiando na entrega do novo imóvel, mas acabaram precisando alugar outra residência provisoriamente por causa da demora.
De acordo com a ação, a mudança para a nova casa aconteceu com quase um ano e meio de atraso, e o imóvel ainda estaria inacabado e sem condições adequadas de moradia. Após perderem a confiança na empresa, o casal proibiu a entrada da equipe responsável na obra e contratou um especialista para vistoriar o local. O laudo técnico apontou problemas graves, incluindo riscos de desabamento estrutural, curto-circuito, incêndio e alagamento.
Ferrugem e Thaís alegam que ficaram ainda mais preocupados porque os filhos e animais de estimação também viviam no imóvel.
A ação judicial também aponta supostas irregularidades da empresa. Segundo o casal, a Millena Miranda Arquitetura não possuía cadastro ativo no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) nem Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) para executar a obra. Eles afirmam ainda que descobriram outras reclamações e ações judiciais semelhantes envolvendo a empresa.
Por fim, Ferrugem e Thaís dizem ter desembolsado cerca de R$ 3,5 milhões pelos serviços e alegam que o valor cobrado seria incompatível com os padrões praticados no mercado.







