
É o bicho!Colunas

Qualidade da ração impacta a saúde e longevidade dos pets, diz expert
Escolher a ração ideal garante que o pet tenha mais qualidade de vida e longevidade. Especialista explica o que avaliar na hora da compra
atualizado
Compartilhar notícia

Todo mundo sabe que uma boa alimentação, com os nutrientes necessários, garante energia, disposição, saúde física e até mental. Assim também é para os pets: consumir uma ração de qualidade permite que eles tenham maior qualidade de vida e longevidade.
Quando se trata de qualidade, é importante pensar sobre a digestibilidade da ração — ou seja, o quanto ela permite que o organismo do pet aproveite os nutrientes ingeridos. Esse fator, é, inclusive, muito mais importante que a quantidade de comida que o cão ou gato ingere.
Os nutrientes
André Viana, diretor técnico de nutrição pet, explica que um bom produto final é definido pela fabricação. No caso da ração, a qualidade das matérias-primas e o processamento térmico são essenciais para garantir os benefícios. Proteínas de origem animal, como carnes, vísceras, ovos e peixes, apresentam maior aproveitamento pelo organismo.
“Em rações de alta digestibilidade, o pet ingere um menor volume de alimento para obter os nutrientes necessários. Os tutores percebem isso no dia a dia: mais energia; pelagem brilhante; e fezes mais firmes, em menor volume e com melhor consistência”, afirma.

Acerca dos carboidratos, fontes mais digestíveis, como o arroz, são grandes aliadas. “Os cães, por exemplo, não têm amilase salivar e dependem da pancreática para digerir o amido. Por isso, a correta gelatinização durante a extrusão é essencial.” Todos esses processos influenciam diretamente a saúde geral do peludo.
Por último, André comenta sobre as fibras alimentares, que atuam no funcionamento do intestino. Segundo ele, além de promoverem uma digestão mais eficiente, auxiliam no controle de peso e colaboram na saúde intestinal — o que está associado à imunidade e qualidade de vida.
Respeite as particularidades
Gatos são carnívoros estritos, e, por isso, precisam de níveis altos de proteína e gordura, além de nutrientes específicos como taurina, ácido araquidônico e certas vitaminas que não sintetizam sozinhos. Outra questão é que os bichanos são sensíveis ao excesso de minerais, devido à maior predisposição a problemas do trato urinário.

Por outro lado, os cachorros são onívoros facultativos, o que acarreta maior flexibilidade. Mesmo assim, eles ainda devem se beneficiar de dietas que atendam as necessidades nutricionais em cada fase da vida. Assim, na hora de escolher a ração, é preciso levar todos esses fatores em conta.
O profissional reforça que a longevidade dos pets está diretamente ligada a uma alimentação equilibrada, com bons ingredientes, frescor, nutrientes e ausência de corantes e conservantes artificiais. “Alimentar bem é uma das maiores demonstrações de cuidado e carinho que o tutor pode oferecer”, conclui o especialista da Polinutri.










