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Gatos podem ajudar na luta contra o câncer, sugere novo estudo
Um novo estudo, publicado na revista Science, revelou que os gatos compartilham genes cancerígenos semelhantes aos dos humanos
atualizado
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Que os gatos proporcionam conforto e amor para seus tutores não é nenhuma novidade. No entanto, um estudo recente provou que não é somente na saúde emocional que os bichanos podem ajudar. A pesquisa, publicada na revista Science, revelou que as mutações genéticas que causam câncer são bastante semelhantes em gatos e humanos, o que faz deles verdadeiros parceiros na luta contra a doença.
Entenda
- Um estudo, publicado na revista Science, mostrou que gatos podem ajudar na luta contra o câncer;
- Foi identificado que mutações genéticas que causam câncer são semelhantes em felinos domésticos e humanos;
- Isso permite que eles sirvam como modelo para outros estudos e amplia a precisão do diagnóstico no caso dos pets;
- O câncer de mama e o carcinoma de células escamosas são os tumores com maior relação entre as espécies.
Os estudiosos identificaram que oncogenes felinos — genes mutados que podem causar ou alimentar a doença — são similares ao oncogenoma humano. Segundo a análise, essa descoberta coloca os pets como modelos importantes para estudos comparativos.
Mais informações
Uma das principais semelhanças foi em relação ao gene TP53. Com maior frequência de mutação, ele foi encontrado em 33% dos cânceres em gatos e em 34% dos tumores em humanos.
“Isso confirma que não é apenas um animal de estimação querido, mas um parceiro vital na luta contra essa condição“, afirmou Latasha Ludwig, coautora do estudo, em comunicado da Universidade de Cornell (EUA).

Bruce Kornreich, diretor do Centro de Saúde Felina de Cornell, também afirmou que as pessoas e os bichanos compartilham condições ambientais parecidas. “Eles sofrem de muitas das mesmas doenças que os humanos, o que reforça a ideia de que essas duas espécies compartilham pelo menos alguns mecanismos básicos de doenças.”
“Agora podemos começar a dar os próximos passos rumo à oncologia felina de precisão. Os próximos passos são alcançar as opções de diagnóstico e terapêuticas disponíveis para cães com neoplasia maligna e, em última instância, um dia, para humanos“, disse Louise Van Der Weyden, autora sênior do estudo.

Além disso, a pesquisa ainda revelou que os tipos de tumores com maior relação entre as espécies foram o de mama e o carcinoma de células escamosas.
De acordo com os autores, isso destaca o conceito de saúde única, apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que trata sobre uma visão médica unificadora sobre a saúde humana, animal e vegetal.








