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Hospital no Rio promove chá de bebê com visita pet para gestante
Casa de Saúde São José une humanização e visita de pet da família para acolher gestante internada antes do nascimento do filho
atualizado
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A internação hospitalar prolongada costuma ser um período de ansiedade, especialmente para gestantes que precisam interromper os preparativos para a chegada do filho. Na Zona Sul do Rio de Janeiro, a Casa de Saúde São José transformou esse cenário para Caroline Monteiro. Internada desde março, ela foi surpreendida pela equipe médica com um chá de bebê para o pequeno Nikolas.
Mas o ponto alto da celebração não foram os doces ou o enxoval: foi o reencontro com Toddy, seu cachorro de estimação, que recebeu autorização especial para entrar no quarto e reforçar o suporte emocional da tutora.
Entenda
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Protocolo de segurança: a visita é rigidamente controlada pelo Serviço de Controle de Infecção (SCIRAS), garantindo que o animal não ofereça riscos ao ambiente hospitalar.
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Conexão emocional: a presença do animal de estimação reduz o estresse da gestante, auxiliando no bem-estar psíquico durante o tratamento.
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Percepção animal: pets conseguem detectar mudanças hormonais e até ouvir os batimentos cardíacos do bebê na barriga da mãe.
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Campanha humanizada: a ação faz parte do projeto “O Que Importa Para Você?”, que busca entender os desejos profundos dos pacientes para além do quadro clínico.

O reencontro entre Toddy e Caroline
A visita de Toddy ao hospital não foi apenas um momento de lazer, mas uma peça chave na estratégia de acolhimento. Especialistas explicam que cães possuem uma capacidade aguçada de interpretar emoções humanas e mudanças físicas. Segundo Edilberto Martinez, veterinário e doutor em psicologia social, os cães percebem a vinda de um novo membro da família antes mesmo do nascimento devido às alterações hormonais e comportamentais da gestante.
No caso de Caroline, a surpresa preparou o terreno emocional para o parto de Nikolas, que nasceu saudável nove dias após o evento, pesando 1,8 kg. A iniciativa da Rede Santa Catarina reforça uma tendência crescente em hospitais de alta complexidade: entender que a saúde do paciente está diretamente ligada aos seus laços afetivos, inclusive com os familiares de quatro patas.

O instinto protetor: o pet como guardião
Muitas tutoras relatam que, durante a gravidez, os animais passam a agir como “guarda-costas”. Esse comportamento é instintivo. “Os pets podem se deitar sempre perto do berço ou da gestante, como um guardião silencioso”, comenta Martinez. Esse zelo é comum tanto em machos quanto em fêmeas, que passam a enxergar o recém-nascido como parte integrante do grupo.
Contudo, a integração exige cautela. O veterinário alerta para a importância de monitorar o peso do animal sobre a barriga e o cuidado com as garras, para evitar acidentes involuntários com a pele sensível da gestante ou do bebê que virá.
Dicas para preparar o pet para a chegada do bebê
A adaptação não deve começar quando o bebê chega em casa, mas sim durante a gestação. Confira dicas do especialista para facilitar essa transição:
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Associação positiva: sempre que o pet se aproximar da barriga ou dos itens do bebê, faça elogios, carinhos e ofereça petiscos.
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Olfato em primeiro lugar: antes do bebê receber alta, leve para casa uma mantinha com o cheiro do recém-nascido para o animal cheirar.
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Acesso livre (com supervisão): permita que o animal explore o quarto do bebê e cheire os móveis novos para que ele não se sinta excluído da nova rotina.
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Inclusão na rotina: no momento da amamentação, convide o pet para ficar por perto. Isso evita o sentimento de ciúme e reforça que a presença do bebê traz momentos calmos.
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Manutenção de hábitos: tente não alterar os horários de passeio e alimentação do animal, para que ele não associe a chegada do bebê a uma perda de privilégios.








