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Dinheiro e Negócios

Sem pagar investidores, Fictor prepara lançamento de novo produto financeiro

Fictor apresentou pedido de recuperação judicial alegando retirada em massa de investimentos após anúncio de compra do Master

18/03/2026 16:28, atualizado 18/03/2026 18:20
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Divulgação/Fictor
Consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira pediu ao Banco Central para comprar o Banco Master S.A Metrópoles 10

Sem pagar aos investidores, a Fictor prepara o lançamento de um novo “produto financeiro” para captar dinheiro. Mais de 12 mil pessoas que aportaram valores na Fictor aguardam para serem ressarcidas, de acordo com o pedido de recuperação judicial do grupo, que tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.


Detalhes da crise bilionária

  • A dívida declarada do grupo é de mais de R$ 4 bilhões, o que inclui investidores, fornecedores e funcionários demitidos pouco antes do grupo tornar pública a “crise de liquidez” que ensejou o pedido de recuperação judicial.
  • A Fictor alega ter sido alçada vítima de uma campanha difamatória após anunciar que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões.
  • Um dia após o anúncio, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso e o banco liquidado.

A equipe responsável pela elaboração e lançamento do novo produto financeiro conta com mais de 30 pessoas com salários que superam os R$ 30 mil. O projeto é comandado pelo CEO da Fictor, Rafael Gois. Os pagamentos são realizados pela Fictor Lab. De acordo com o registro na Receita Federal, a empresa é administrada por Rafael Gois e conta com a Fictor S.A. como sócia.

A Fictor Holding tinha menos de R$ 90 mil em caixa antes de entrar com o pedido de recuperação judicial. No último dia 3 de março, o juiz Adler Batista Oliveira Nobre estendeu a recuperação a 43 empresas do conglomerado, incluindo a Fictor Lab. A decisão também prorrogou o período de proteção contra execução de dívidas.

Por meio de nota, o grupo Fictor afirmou que os “assessores foram recontratados estritamente para prestar suporte técnico aos credores” e negou a elaboração de um novo produto financeiro para captar dinheiro.