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Justiça inclui subsidiárias e recuperação judicial da Fictor passa a ter 43 CNPJs

Decisão atende a pedido de credores que apontaram manobra para ocultar patrimônio do grupo

atualizado

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Divulgação/Fictor
Rafael Góis, sócio e CEO da Fictor Holding S.A
1 de 1 Rafael Góis, sócio e CEO da Fictor Holding S.A - Foto: Divulgação/Fictor

A Justiça de São Paulo incluiu 41 empresas no processo de recuperação judicial da Fictor. Antes, só duas companhias haviam sido listadas : a Fictor Holding S.A. e a Fictor Invest Para credores, era uma manobra para ocultar patrimônio. A Fictor, no entanto, sustentava que o objetivo era evitar um “efeito dominó” que poderia levar todas as empresas ao colapso.

Dos CNPJs incluídos, 28 haviam sido apontadas pela própria Fictor e outras 13 empresas foram sugeridas pela perícia contratada pela Justiça. Na decisão, o juiz responsável afirmou que a medida atende ao clamor de centenas de credores.

“A solução coletiva, com a participação de todas as empresas de forma una, é a única via capaz de preservar a otimização dos ativos, permitir o rastreamento do fluxo do dinheiro (cash tracing) e garantir o tratamento isonômico aos credores (par conditio creditorum), princípios basilares do sistema de insolvência”, diz a decisão.

A consultoria já havia apontado, como mostrou a coluna, que muitas das empresas que tinham ficado de fora funcionam, de acordo com os registros oficiais, no mesmo endereço e contam com o mesmo administrador que as que integravam o pedido de recuperação judicial.

Um funcionário da consultoria esteve no local e encontrou apenas funcionários da recepção e da limpeza trabalhando, além de uma equipe da área de tecnologia da informação. Os demais departamentos estavam vazios. Funcionários de outra empresa também estavam no local, desmontando os móveis.

De acordo com o relato apresentado pela consultoria, o auditor foi informado que parte da operação teria mudado de endereço, ele foi ao local indicado e, mais uma vez, encontrou mesas vazias. A justificativa, no entanto, foi de que os funcionários estariam trabalhando em regime de home office.

Além disso, o nome de Rafael Ribeiro Leite de Gois (foto em destaque) aparece nos registros oficiais de diversas empresas do grupo, além de ocupar papéis de administração em múltiplas entidades que compõem o Grupo Fictor. CEO da Fictor, Rafel Gois foi quem anunciou o plano do grupo de comprar o Banco Master por R$ 3 bilhões.

A operação Compliance Zero foi deflagrada um dia após o anúncio. A investigação levou para cadeia os principais executivos do Master, que foi liquidado pelo Banco Central (BC) no mesmo dia.

Ao pedir recuperação judicial, a Fictor argumentou justamente que, após o anúncio da compra do Master, um grande número de investidores pediram o ressarcimento do valor aplicado, o que levou o grupo a uma crise de liquidez.

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