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Veja detalhes da “Times Square Paulistana”, que será votada hoje
Projeto prevê a instalação de quatro telões de LED e projeção na empana cega de um prédio no centro de São Paulo
atualizado
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A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo discute nesta quarta-feira (11) se autoriza a instalação de um projeto denominado “Boulevard Paulistano”, que tem sido chamado informalmente de “Times Square Paulistana“. A coluna teve acesso a imagens do projeto.
Apesar da comparação com o famoso cruzamento comercial no coração de Manhattan, em Nova York, a Time Square Paulistana teria quatro telões e uma projeção na empena de um prédio. Todas na região da também famosa esquina das avenidas Ipiranga e São João, no centro da cidade.
Pelo projeto apresentado pela A Fábrica de Bares, proprietária do Bar Brahma, seriam instalados telões de LED em três das quatro esquinas do cruzamento, com exceção à fachada do próprio Bar Brahma, que seria preservada. No caso do Edifício Independência, onde fica o bar/restaurante, a empena cega voltada aos fundos (logo, invisível para quem estiver na famosa esquina) receberia projeções.
A Lei Cidade Limpa não permite a instalação de telões do tipo e, por isso, o projeto será analisado pela comissão que autoriza exceções pontuais. Pela proposta, os telas de LED não seriam considerados OOH (mídia out of home, como são chamados os outdoors, por exemplo), mas “mídia arte”, com informações de utilidade pública. Os anunciantes, tratados como “marcas cooperantes” apareceriam durante 30% do tempo.
O projeto já foi aprovado pelo Conpresp, conselho de preservação do patrimônio municipal, que discute se a intervenção prejudica o tombamento de edifícios da região que são tombados. Agora, o debate é sobre o respeito à Lei Cidade Limpa.
A Fábrica de Bares oferece como contrapartida o restauro da fachada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e da estátua da Mãe Preta, ambas no Largo do Paissandu, e no Relógio de Nichile, localizado na Praça Antonio Prado, além da instalação de bancos de madeira ao longo da Avenida São João, no trecho entre o Largo do Paissandu e a Praça Júlio Mesquita, um trecho de cinco quarteirões.















