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Carnaval 2026

Oposição consegue assinaturas e protocola CPI do Carnaval em SP

Requerimento foi apresentado pela vereadora Amanda Paschoal (PSol) e cita reportagens do Metrópoles

atualizado

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Fábio Vieira/ Metrópoles
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1 de 1 bloco da pabllo vittar carnaval são paulo sp ibirapuera 4 - Foto: Fábio Vieira/ Metrópoles

A oposição ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Câmara Municipal de São Paulo conseguiu reunir as assinaturas necessárias para protocolar pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades, falhas e omissões no planejamento, gestão, orçamento e infraestrutura do Carnaval de Rua deste ano. A iniciativa é da vereadora Amanda Paschoal (PSol) e conta com assinaturas de três vereadores da base do prefeito: Silvão Leite (União), Adilson Amadeu (União) e Gabriel Abreu (Podemos).

A versão inicial do requerimento, que começou a circular em 9 de fevereiro, após os tumultos no pré-Carnaval e antes do Carnaval em si, cita reportagens do Metrópoles, como a que revelou que a prefeitura contratou 37% menos banheiros químicos em relação ao ano anterior. Para Paschoal, isso evidencia “a precarização da infraestrutura do evento simultaneamente à celebração de contrato de patrocínio de R$ 29,2 milhões”.

O requerimento também cita reportagem desta coluna que revela que, ainda que a prefeitura tenha informado gastar com o Carnaval de Rua somente os R$ 29,2 milhões arrecadados com o patrocínio da Ambev, na prática os gastos superam R$ 60 milhões.

“Essa discrepância reforça a suspeita de que a gestão do Carnaval está orientada não pelo interesse público, mas por uma lógica de redução de investimento municipal enquanto se permite exploração comercial privada sem contrapartidas adequadas, resultando em precarização da infraestrutura oferecida à população e até mesmo com riscos graves à segurança física dos foliões, trabalhadores e ambulantes nos
blocos e megablocos da cidade”, escreve Paschoal.

À coluna, a vereadora disse que fatos trazidos pela coluna depois da redação do requerimento, como a organização do Carnaval por empresa em nome de uma laranja, ajudaram a convencer mais vereadores da necessidade de uma CPI.

“A SPTuris de Ricardo Nunes é um oleoduto de corrupção e desvio de dinheiro público que não para de vazar. É preciso investigar a fundo os desvios que fizeram o carnaval de 2026 ser um fiasco de gestão, mas sobretudo a corrupção sistêmica presente na SPTuris, que inclusive o Metrópoles trouxe a tona. O MP já está investigando, mas a Câmara precisa cumprir o seu papel e o protocolo dessa CPI mostra nossa indignação”, comentou Paschoal ao Metrópoles.

Assinam o requerimento os vereadores Nabil Bonduki, Luna Zaratii, João Ananias, Hélio Rodrigues, Senival Moura, Alessandro Guedes (todos do PT), Keit Lima, Toninho Vespoli, Silvia da Bancada Feminista, Celso Giannazi (do PSOL), Marina Bragante (Rede), Eliseu Gabriel, Renata Falzoni (PSB), além de Silvão Leite, Adilson Amadeu e Gabriel Abreu (Podemos), já citados.

A efetiva instauração da CPI, contudo, depende de decisão da mesa diretora. Além disso, precisa ser liberada uma “vaga”. Por regimento, a Câmara Municipal de São Paulo pode ter até cinco CPIs ao mesmo tempo, limite que foi flexibilizado para 2025 e 2026 para seis. Isso aconteceu depois que o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, apresentar uma notícia-crime contra quatro advogados do Jockey Club por racismo.

Atualmente funcionam na Câmara a CPI dos Pancadões, a CPI da Íris, a CPI do Jockey Club, a CPI do Metanol, a CPI Pantanal e a CPI HIS, a de maior repercussão, que investiga as habitações de interesse social.

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