Claudia Meireles

Psiquiatra lista as consequências do estresse diário para o cérebro

Mestre em ciências médicas, a psiquiatra Bianca Schwab aponta as condições que podem ser desencadeadas devido ao estresse diário

atualizado

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Foto colorida de mulher com as mãos na cabeça - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher com as mãos na cabeça - Metrópoles - Foto: LordHenriVoton/Getty Images

De acordo com o relatório global World Mental Health Day (Dia Mundial da Saúde Mental, em tradução livre), divulgado em 2024, o Brasil é o quarto país mais estressado do mundo, com 42% da população relatando esse sentimento. Ao tomar conhecimento desse índice alarmante, a coluna Claudia Meireles conversou com a psiquiatra Bianca Schwab para entender as consequências do estresse diário para o cérebro.

Mestre em ciências médicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a médica explica que o estresse diário, quando se mantém ao longo do tempo, pode aumentar o risco de desenvolver algumas condições de saúde. Ela pontua que o quadro está associado a transtornos como ansiedade, depressão e insônia, além de poder agravar o que a pessoa já tenha.

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O cérebro é impactado pela condição. O órgão do sistema nervoso fica em um estado de alerta contínuo
O excesso de estresse libera hormônios que afetam áreas do cérebro ligadas à memória e à atenção
O estresse está associado a transtornos como ansiedade, depressão e insônia
O estresse interfere na rotina física
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O estresse interfere na rotina física

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O cérebro é impactado pela condição. O órgão do sistema nervoso fica em um estado de alerta contínuo
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O cérebro é impactado pela condição. O órgão do sistema nervoso fica em um estado de alerta contínuo

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O excesso de estresse libera hormônios que afetam áreas do cérebro ligadas à memória e à atenção
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O excesso de estresse libera hormônios que afetam áreas do cérebro ligadas à memória e à atenção

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O estresse está associado a transtornos como ansiedade, depressão e insônia
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O estresse está associado a transtornos como ansiedade, depressão e insônia

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“Isso acontece porque o cérebro permanece em um estado de alerta contínuo, o que interfere na regulação do humor, do sono e das emoções”, detalha a especialista, que atende em Florianópolis (SC). Segundo a psiquiatra, o estresse crônico também tende a impactar em funções cognitivas, como a atenção e a memória.

“Com o passar do tempo, o estresse pode contribuir para um maior risco de declínio cognitivo”, acrescenta Bianca. Ela frisa: “Isso não significa que toda pessoa estressada vai desenvolver uma doença, mas indica que o quadro quando persistente é um fator de risco importante. “Merece atenção”, avalia a médica.
Foto colorida de mulher em frente à mesa, com as mãos na cabeça, insinuando dor de cabeça, estresse e cansaço. -Metrópoles.
“O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações que exigem adaptação. O quadro envolve tanto o corpo quanto a mente”, conforme descreve a psiquiatra

Secretária-geral da Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), Bianca Schwab aconselha: “Em uma situação de estresse, o mais importante é ajudar o organismo a sair do estado de alerta e retornar ao equilíbrio”. Ela defende que a condição não deve ser vista apenas como um desconforto emocional, mas como um fator que tem impacto real e amplo sobre a saúde.

O estresse, quando pontual, faz parte da adaptação do organismo. Mas, quando se torna crônico, pode afetar diferentes sistemas do corpo. Do ponto de vista físico, tende a influenciar o funcionamento do sistema cardiovascular, aumentar a pressão arterial, interferir no sistema imunológico e favorecer processos inflamatórios no organismo”, lista a médica.

Conforme a psiquiatra, esses efeitos se somam com o tempo e aumentam o risco de diferentes problemas de saúde, reduzindo a qualidade de vida.

“Em níveis adequados e por curtos períodos, o estresse pode até ser útil, ajudando a aumentar o foco, a energia e a capacidade de reação. O problema começa quando esse estado deixa de ser pontual e passa a ser constante. O organismo permanece ativado por tempo prolongado, sem pausas para recuperação e passa a ser prejudicial”, finaliza a médica.

Foto colorida de mulhersentada no chão com uma mão na cabeça e o celular ao lado, simulando tristeza - Metrópoles.
O estresse não afeta somente o cérebro, mas também a saúde em geral

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