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Problemas nos rins? 5 frutas populares e seguras para a saúde do órgão
A nutricionista Sabina Donadelli listou algumas frutas consideradas mais seguras para pacientes com problemas nos rins; saiba quais
atualizado
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É inegável que as frutas fazem parte de uma alimentação saudável. Contudo, quando se trata da saúde dos rins, a escolha de determinadas opções pode causar consequências prejudiciais ao organismo — sobretudo as ricas em potássio, mineral que pode se acumular no sangue quando a função renal está comprometida. Outras, como maçã, pera, morango, uva e abacaxi, se mostram excelentes alternativas.
Em entrevista à coluna de Claudia Meireles, a nutricionista clínica Sabina Donadelli revelou que os rins têm papel central na regulação do mineral essencial para funções como contração muscular e funcionamento do coração.
“Quando a função renal está comprometida em determinados contextos, esse equilíbrio pode se alterar e favorecer o acúmulo do potássio no sangue, quadro conhecido como hipercalemia”, ressalta.
Embora seja afirmado que algumas frutas possam fazer mal para pessoas com alguma condição renal, Sabina é enfática: não necessariamente é preciso excluir algumas frutas da dieta. “O erro é imaginar que o cuidado com potássio significa retirar frutas da alimentação. Nesses casos, o foco é modular escolhas, porções e frequência para preservar o equilíbrio”, afirma.
Veja cinco frutas com menos potássio e mais seguras para os rins
Para aqueles que buscam escolhas mais estratégicas, a expert listou algumas frutas que costumam ter menor teor de potássio e podem ser incluídas com mais frequência por pacientes com doença renal — claro, dependendo da orientação profissional.
“Entre as opções mais seguras estão maçã, pera, morango, uva e abacaxi. Em alguns casos, a melancia também pode ser consumida, mas em porções controladas”, salienta Sabina Donadelli.
Apesar disso, ela reitera que nenhuma escolha deve ser feita olhando apenas um nutriente isolado. “Quando avaliamos uma fruta, olhamos a matriz alimentar inteira, fibras, compostos bioativos, carga glicêmica e contexto clínico. Não é um raciocínio baseado em um nutriente isolado”, explica.
Quando se trata do potássio, por exemplo, a especialista lembra ainda que o teor do mineral nos alimentos pode variar conforme porção, variedade da fruta e forma de consumo. “Por isso, a importância de não transformar listas genéricas em regra absoluta”, alerta Sabina Donadelli.
Quantidade faz diferença?
Em relação à quantidade ideal, a nutricionista clínica reforça que não existe uma recomendação única para todos os casos. “A quantidade ideal varia conforme o grau de comprometimento dos rins e a avaliação individual”, reitera Sabina Donadelli.
“Mesmo alimentos considerados mais seguros podem se tornar excessivos dependendo da quantidade e da frequência. A dose faz diferença”, emenda.
Outro ponto importante é a restrição feita pelo paciente por conta própria. “Nem toda pessoa com doença renal precisa eliminar alimentos ricos em potássio da dieta. Fazer essa escolha sem orientação pode ser inadequado e até prejudicial”, acrescenta.

Como consumir da forma certa
A forma de consumo também influencia. “Sucos, por exemplo, podem concentrar a quantidade de várias frutas em um único copo, aumentando a carga de potássio”, alerta a especialista.
Sabina orienta que a melhor forma de consumo é a fruta in natura. “Quando falamos em saúde renal, o risco está tanto no excesso quanto nas exclusões desnecessárias. O equilíbrio quase sempre é mais inteligente que o radicalismo”, conclui.

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